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O que o próximo premier chinês e a indústria do tabaco têm em comum (6/11/2012)
Opinião e Notícia

http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/o-que-o-proximo-premier-chines-e-a-industria-do-tabaco-tem-em-comum/

O futuro primeiro-ministro chinês Li Keqiang terá de cortar seu cordão umbilical para enfrentar os problemas endêmicos do país, como custos relacionados ao fumo

 
Um relatório sobre a China divulgado pela Brookings Institution vem alarmando investidores e levantando questões sobre a família de Li Keqiang, o futuro primeiro-ministro da China. Li Keming, irmão de Keqiang, é diretor da Administração do Monopólio Estadual do Tabaco, estatal chinesa que detém o monopólio do tabaco no país. Agentes de saúde declararam que a empresa será responsável por 3,5 milhões de mortes por ano até 2030. A ligação entre Li Keqiang e o diretor da estatal pode pôr a perder os esforços contra o tabaco conquistados no país nos últimos dez anos.

Conflitos de interesse como o de Li Keming e seu irmão Li Keqiang representam apenas a ponta do iceberg para um país que enfrenta a pior economia em 30 anos. Acreditar que Li Keqiang irá punir uma empresa que tem seu irmão como figura principal é ignorar o princípio do “tudo em família” tão presente na China, o gigante asiático que iniciará uma nova transição política na próxima quinta-feira, 8, durante o Congresso do Partido Comunista.

Casos como o de Wen Jinbao, cuja família chegou a possuir uma fortuna oculta de U$ 2,7 bilhões, continuam a repercutir na internet, como “o problema de U$ 2,7 bilhões”, ou “2.7 B” para escapar da censura que bloqueia conteúdos referentes ao escândalo. Na época em que a matéria foi publicada no New York Times, o governo chinês se apressou em negar as acusações, afirmando que se tratava de um movimento político para causar instabilidade no país.
 
Tratando sintomas ao invés de causas
A China deveria prestar mais atenção às causas dos problemas em seu sistema político e econômico ao invés de apenas tratar os sintomas. Culpar a mídia estrangeira não passa de um sinal de desespero. Talvez as coisas fossem diferentes se a indústria chinesa dispusesse da mesma energia com que o governo censura a liberdade de informação.
 
Os problemas que Romney ou Obama enfrentarão nos EUA não são nada comparado ao que espera Li Keqiang. O próximo líder chinês deverá fazer o que seus antecessores não conseguiram: reequilibrar a economia do país; aprender a crescer sem causar danos ao meio ambiente; diminuir a diferença entre ricos e pobres.
 
Para que essas metas sejam atingidas, a China terá de fazer duas mudanças. Primeiro, descobrir como ceder parte do poder a uma nova geração de elite sem os acontecimentos “por debaixo dos panos” que distraem a atenção das reformas necessárias. Segundo, o país dever eliminar a relação venenosa entre dinheiro e poder, que semeia a corrupção no país. Se a China realmente deseja o domínio global, deve fazer o que poucos países de sistema político fechado ou de partido único ousaram fazer: cortar o cordão umbilical.

 
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