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Em Boa Vista, lavoura de fumo dá lugar à uva (14/10/2005)
ACTBR

Fonte: Gazeta do Sul, 14 de outubro de 2005

Dejair Machado

Irmãos investiram na produção de uva há seis anos e agora começam a fabricar vinho colonial no interior de Santa Cruz. Resultados positivos motivam aumento na produção.

Numa área de 1,78 hectare, onde por décadas o fumo foi a principal cultura, uma nova atividade começa a se destacar na paisagem da localidade de Boa Vista. É lá que os irmãos Elo e Rui Eidt fizeram uma experiência ousada e plantaram parreiras que atingiram o auge da produtividade no ano passado. A partir daí os dois inovaram mais uma vez e começaram a fazer vinho. Sem conhecerem a técnica, comum entre os descendentes de italianos, buscaram orientações com a Emater e Secretaria Municipal da Agricultura. Eles precisaram investir cerca de R$ 50 mil – obtidos por meio de financiamento – para comprar as mudas e os equipamentos necessários para fabricar a bebida. “Tivemos que buscar tudo em outras cidades, pois em Santa Cruz não se encontra o material necessário para moer as uvas e filtrar o suco”, disse Elo.

Os resultados começaram a ser vistos desde o ano passado, quando foram colhidas 22 toneladas de uva, que renderam seis mil litros de vinho. Com uma produção tão grande, a dupla precisou improvisar uma adega. Hoje, onde havia uma estufa de fumo, descansam dezenas de barris de polipropileno, que possuem a vatagem de serem mais higiênicos que as tradicionais barricas de carvalho. Em cada um estão acondicionados 200 litros de vinho, que são vendidos no interior do município. Parte da produção também é levada para a cidade de Matupá, em Mato Grosso, onde Rui possui uma madeireira.

A aceitação do produto faz os irmãos planejarem novos investimentos. Um dos planos é construir uma cantina ao estilo das existentes na região serrana. Segundo Elo, a casa que pertenceu aos seus pais deve ser restaurada para facilitar o processo produtivo. “Fomos pioneiros na produção de vinho em Santa Cruz e vimos que valeu a pena. Por isso pensamos em ampliar a produção e deixar de cultivar fumo”, ressaltou.

Para conseguirem aumentar a produtividade, os irmãos Eidt precisam trabalhar duro. A manutenção, incluindo podas e adubação, é feita pelos dois. Somente são contratados ajudantes na época da colheita. “É um esforço que recompensa”, afirma Rui.

SAFRA – As parreiras estão em fase de desenvolvimento e começam a mostrar os primeiros cachos de uva. A previsão é que a colheita ocorra em dezembro. De acordo com o técnico da Emater, Paulo Zampieri, um dos diferenciais dos frutos de Santa Cruz é que eles podem ser colhidos cerca de um mês antes que os das regiões onde a produção é mais significativa. “O clima daqui ajuda a antecipar a maturação”, disse. Parte da uva colhida pelos irmãos também é vendida diretamente aos consumidores.

Onde tem uva
Linha Santa Cruz
Boa Vista
General Osório
Travessa Andreas – Rio Pardinho
Cerro Alegre Baixo
Saiba mais
- Três quilos de uva rendem um litro de vinho
- Dentre os tipos de uva produzidos em Santa Cruz estão a Goethe, Niágara Branca e francesa
- A estiagem do ano passado ajudou a melhorar a qualidade das uvas, que ficaram mais doces que o normal, garantindo um vinho de maior qualidade
- O ideal, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é que três pessoas atuem por hectare de parreiral
- Uma parreira pode durar até 150 anos e produz cerca de dois anos depois de ser plantada

 
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