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Novos mercados para a fumaça (10/5/2013)
Revista Galileu

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334296-17773-1,00-O+FUTURO+DA+INDUSTRIA+DO+TABACO.html


Você pode ter a sensação de que fumar está saindo de moda. E está: mas só em alguns países, como o Brasil ou na Europa. Em muitos outros, não é bem assim. Esses locais são garantia de anos de lucros para as grandes tabaqueiras. “Há muitos lugares do mundo com regulamentações brandas”, escreve sobre a indústria o analista de mercado financeiro Alex Planes. 

A China é uma de suas grandes “reservas de mercado”. A reputação do cigarro por lá é ilustrada por um velho hábito chinês, de presentear pessoas queridas com maços. Um agrado simples ou especial: as empresas têm marcas de cigarro que custam cerca de R$ 80 o maço, o equivalente a um salário mínimo local. O costume, mostram pesquisas, faz mais pessoas fumarem e dificulta a vida de quem quer largar o hábito. Recusar um maço é desfeita. Apesar de ter assinado a Convenção Quadro, o governo reluta em tomar medidas para diminuir o consumo. Pudera, a maior empresa de tabaco do mundo é a estatal China National Tobacco Corporation. Estima-se que 7% da receita do governo venha da venda de 2 trilhões de cigarros por ano para seus mais de 300 milhões de fumantes. 

O aumento da renda no país e uma retomada do fumo entre as mulheres explica por que a produção de tabaco dobrou por lá entre 1980 e 2009. E por que o consumo global de cigarros aumentou 3% entre 2000 e 2009, apesar das medidas antitabaco adotadas no Ocidente nesse período. Em 2011, a analista de mercados Euromonitor estimou que o valor do mercado chinês crescerá acima de 12% ao ano até 2016. 

Perto dali, no sudeste asiático, está outra grande fronteira de expansão. Indonésia, Filipinas e Vietnã estão entre os 10 maiores mercados do mundo. Os três países estão no início da curva típica das epidemias de tabagismo (veja acima) — com o percentual de fumantes em alta — e têm uma fração pequena de mulheres fumantes. De quebra, a população está aumentando. 

Na Indonésia, um em cada quatro adolescentes com idade entre 13 e 15 anos fuma. É lá que mora o bebê de dois anos que em 2011 fez sucesso no YouTube fumando um cigarro atrás do outro. Antes mesmo disso, os executivos da indústria batalhavam fatias maiores desse mercado. Em 2005, a Philip Morris, maior empresa privada de tabaco do mundo, comprou a Sampoerna, maior da Indonésia. Em 2009, foi a vez de a British American Tobacco comprar a Bentoel, segunda no país. 

O último relatório da Philip Morris para seus investidores mostra que a estratégia foi acertada. Em 2011, as vendas caíram ou permaneceram estáveis em todas as regiões, menos na Ásia, onde subiram 11%. “Por causa do crescimento na Indonésia, no Japão, na Coreia do Sul e nas Filipinas”, segundo o documento. O presidente da empresa, Louis Camilleri, abre sua carta aos acionistas dizendo que “nossos resultados de 2011 foram soberbos”. Não há dúvida de que o futuro das empresas de cigarro está longe das trevas — e tem olhos puxados.

 

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