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Vapor, sim. Fumaça, não. (10/5/2013)
Revista Galileu

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334296-17773-5,00-O+FUTURO+DA+INDUSTRIA+DO+TABACO.html

Vapor, sim. Fumaça, não. 

Você leu a palavra tabaco muitas vezes desde o começo desta reportagem. Mas o ingrediente mais importante para sustentar esse mercado não é o marketing das grandes corporações nem a força de seus departamentos jurídicos. É a nicotina, uma das substâncias mais viciantes conhecidas. 

“Quem depende dela quer continuar usando. Mas se existe algum jeito de usá-la de um modo mais saudável, eles vão experimentá-lo”, diz o inglês Martin Raw, consultor de saúde pública e professor do Centro Britânico de Estudos para o Controle do Tabaco. Esse raciocínio explica o investimento da indústria no cigarro eletrônico, dispositivo que libera nicotina e vapor d’água, mas não fumaça. 

Em dezembro, sem muito alarde, a British American Tobacco adquiriu a Intellicig, empresa inglesa de cigarros eletrônicos. “Esses produtos certamente serão importantes conforme a indústria se adapta às necessidades do futuro”, diz Anthony Sefton, diretor da recém-comprada empresa. 

As grandes companhias de tabaco sabem que um dia o cerco vai chegar até mesmo à Ásia, ainda que com o mesmo atraso que elas mesmas chegaram. E os cigarros eletrônicos representam, além de uma alternativa para a venda de nicotina, uma provável estratégia de redução de danos, algo que ainda os ajuda a construir uma imagem mais positiva na sociedade. 

Como os e-cigs não possuem as centenas de substâncias cancerígenas da fumaça, eles provavelmente não são tão perigosos como os velhos cigarros. Enquanto não se produz estudos suficientes para ter certeza disso, os governos resistem em regulamentar sua venda — esse é o caso do Brasil. 

Martin Raw identifica outro motivo para essa resistência. “A redução de danos anda devagar porque no campo da saúde pública existe muito puritanismo. As pessoas não são contra o tabaco ou a nicotina, mas contra qualquer forma de prazer. É como na guerra às drogas”, diz. “Se todos os fumantes parassem de fumar e começassem a usar eletrônicos, em principio a saúde pública melhoraria muito”. 

Enquanto isso não acontece, a indústria aproveita as brechas que tem. Só nos EUA, as vendas do produto pularam de US$ 250 milhões em 2011 para US$ 500 milhões em 2012, segundo relatório da UBS Pesquisas de Investimento. Estima-se que o mercado dobre mais uma vez até 2014.

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