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Cigarro em sachê (10/5/2013)
Revista Galileu

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334296-17773-6,00-O+FUTURO+DA+INDUSTRIA+DO+TABACO.html

 

 

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DE VOLTA AO RAPÉ: 1,7 bilhão de latinhas de snus como essa são vendidas por ano

Quando os europeus chegaram à América, os índios já usavam rapé: folhas de tabaco secas e raladas, inaladas ou reidratadas para consumo oral. Esse formato ancestral é agora um dos usos da droga que prometem crescer, graças a uma versão sueca desse rapé úmido, chamada snus. É um pequeno sachê, menor que um chiclete, que o usuário coloca na parte superior da gengiva, entre os dentes e a bochecha. A nicotina atravessa a mucosa e chega rapidamente ao sangue — e ao cérebro — aplacando a fissura dos dependentes quase tão instantaneamente quanto o cigarro. 

Há outras versões de rapé úmido no mundo, mas o snus tem uma diferença química. Possui teores muito baixos de nitrosaminas — uma das classes de substâncias mais cancerígenas do cigarro. Isso, mostram pesquisas, o tornaria um modo menos nocivo de consumo de nicotina. Décadas de “laboratório prático” na Suécia também apontam nessa direção, já que o país é o único em que o snus é mais popular que cigarros. Cerca de 20% da população masculina usa o produto, e apenas 13% consome cigarros. A onda começou na década de 1970, mas desde 1995 a venda do rapé úmido supera a do seu concorrente. Conforme ele se popularizou, a taxa de câncer caiu, e a Suécia é hoje o país da União Europeia com menor incidência de câncer de pulmão, principal causa de mortes ligadas ao tabaco, e de outros tipos de câncer associados ao fumo. 

Por enquanto, só há indícios de que o consumo frequente de snus tende a elevar o risco de desenvolver diabetes e câncer de boca (90 % menos do que o cigarro). Isso não quer dizer que seja inofensivo — vale lembrar que algumas décadas foram necessárias para os danos do fumo de tabaco aparecem nas estatísticas. É por isso que a OMS e a Autoridade Europeia de Saúde hesitam em dizer que o snus representa menos riscos. “Eles provavelmente têm medo de que sua mensagem antitabaco seja enfraquecida se admitirem os efeitos positivos do snus para a saúde da Escandinávia”, diz o oncologista Lars-Erik Rutqvist, conselheiro da agência americana de drogas e da Swedish Match, que domina o mercado do produto. Na falta de evidências de que ele seja tão maléfico como o cigarro, a empresa sueca trata de expandir seu mercado. Em 2011, ela fez uma parceria com a Philip Morris para explorar o mercado global. “Estamos testando o produto em três mercados selecionados: Canadá, Rússia e Israel. Ainda não há planos para levá-lo ao Brasil, mas não descartamos essa hipótese no futuro”, diz Rupini Bergström, diretora de comunicação da Swedish Match. 

 
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