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Campanhas contra fumo não atingem jovens, diz estudo (9/9/2013)
O Globo

http://oglobo.globo.com/saude/campanhas-contra-fumo-nao-atingem-jovens-diz-estudo-9886773

LONDRES - Campanhas para sensibilizar jovens a parar de fumar podem ser mais eficientes se focarem nas consequências positivas da medida, como por exemplo poupar mais dinheiro e melhorar a pele, do que enfatizar os ricos do hábito. A informação é de uma pesquisa do Wellcome Trust, fundação global de caridade baseada no Reino Unido. O resultado do estudo revela que jovens não levam em consideração notícias ruins para medir os riscos de eventos futuros, o que pode explicar por que eles geralmente não respondem a alertas.

As decisões são tomadas com base no que se acredita que pode acontecer no futuro como consequência das ações. As crenças e as escolhas são modificadas com base nas informações reunidas do ambiente. Entretanto, as pessoas têm uma tendência natural a ignorar as informações negativas quando tomam decisões, uma característica particularmente relacionada a jovens, que tendem a se engajar mais em comportamentos arriscados e perigosos.

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Pesquisadores da Universidade College London pediram a voluntários com idades entre 9 e 26 anos para estimar a probabilidade de experimentarem eventos adversos na vida, como por exemplo se envolver num acidente de carro ou ter uma doença pulmonar. Eles então viram estatísticas reais destes eventos adversos, e os cientistas avaliaram como cada um ajustava a sua crença depois de aprender que o risco era maior ou menor do que ele tinha estimado.

Os resultados mostraram que os participantes mais jovens eram menos propensos a aprender a partir das estimativas. Em outras palavras, mesmo sabendo dos riscos, eles tinham dificuldade em usar a informação. Por outro lado, a habilidade de aprender de notícias boas continuou estável ao longo das idades.

- A descoberta poderia explicar o impacto limitado das campanhas direcionadas aos jovens ao ressaltar os perigos de dirigir sem cuidado, do sexo sem proteção, do abuso de álcool e drogas e de outros comportamentos de risco - afirmou a autora, Christina Moutsiana.

Os autores sugerem que se as informações ressaltassem os resultados desejados, tais como os efeitos positivos de reduzir o consumo de álcool na performance atlética, em vez dos perigos, o impacto seria maior.

- Pensamos que somos invencíveis quando somos jovens - afirmou Tali Sharot, autor do estudo. - Se o objetivo é mostrar a jovens riscos associados a escolhas, então o melhor é focar nos benefícios que uma mudança de hábito trará em vez de assustá-los com histórias de horror.

Isto, segundo os autores, pode explicar relatórios mostrando que os alertas de saúde e as imagens de doenças do pulmão em pacotes de cigarro têm tido pouco efeito em reduzir o número de adolescentes que fumam. Eles não mostram estatísticas de estudos no Reino Unido, e também não fazem referências a outros países, como o Brasil, embora algumas nações tenham medidas similares para a redução do tabagismo. O estudo foi publicado nesta segunda-feira na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

 
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