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OMS planeja regular cigarros eletrônicos sob regras do tabaco (15/4/2014)
Folha de S. Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/04/1440785-oms-planeja-regular-cigarros-eletronicos-sob-regras-do-tabaco.shtml

A OMS (Organização Mundial da Saúde) planeja regulamentar os cigarros eletrônicos sob as mesmas regras do tabaco.

Documentos obtidos pelo "Financial Times" apontam que setores da OMS estão dispostos a classificar os dispositivos eletrônicos como tabaco e sob a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), um tratado da OMS que obriga os governos a cortar taxas de fumo.

As preocupações vão desde a falta de informações sobre o nível de nicotina dos cigarros eletrônicos ao medo de que o seu uso "reabilite" o tabaco e enfraqueça as leis antifumo.
"Cigarros eletrônicos podem resultar em uma nova epidemia de tabaco", diz Haik Nikogosian, que supervisiona a CQCT, numa reunião do grupo, de acordo com o documento obtida pelo "Financial Times".

Os participantes da reunião, que incluiu representantes da OMS das seis regiões globais, disseram que os cigarros eletrônicos seriam considerados produtos de tabaco segundo a CQCT se eles contivessem nicotina feita a partir de folhas de tabaco.

Essa definição englobaria grande parte das fabricantes desse tipo de cigarro, a maioria dos quais produz nicotina líquida –aquecida e, então, inalada como vapor– de folhas de tabaco.

A medida faria os cigarros eletrônicos enfrentarem as mesmas proibições de publicidade, limites para o fumo em locais públicos e altos impostos que se aplicam aos cigarros normais, o que potencialmente frustraria o rápido crescimento do produto.

As vendas globais de cigarros eletrônicos explodiram de US$ 20 milhões, em 2008, para US$ 3 bilhões no último ano, de acordo com a consultoria Canaccord Genuity. Esse crescimento tem dividido ativistas: alguns veem os cigarros eletrônicos como uma salvação para fumantes e outros como uma arma a mais para a "epidemia do tabaco".

Um estudo publicado recentemente na revista científica "Jama", porém, apontou que os cigarros eletrônicos podem não ajudar as pessoas a parar de fumar.

Todos os grupos multinacionais de tabaco lançaram ou estão desenvolvendo cigarros eletrônicos.

A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco foi ratificada por quase todos os países do mundo. A FDA (agência que regula remédios nos EUA) já disse que planeja regular cigarros eletrônicos como produtos de tabaco.

Procurada, a OMS declarou que "a posição ainda não está finalizada".

No Brasil, a venda e a importação do cigarro eletrônico são proibidas, mas o uso do dispositivo é cada vez mais frequente. Sites vendem esse tipo de cigarro por cerca de R$ 200 –há modelos coloridos, com pedras brilhantes e estojos femininos, o que, segundo especialistas, pode ajudar a "glamorizar" novamente o tabagismo.

"Ainda não sabemos todos os malefícios que o produto pode causar. O ideal seria não usar nenhum cigarro, normal ou eletrônico", diz Silvia Cury Ismael, psicóloga do HCor (Hospital do Coração) e coordenadora do programa de cuidado ao fumante.

 

 
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