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EUA preparam regras para regulamentar cigarros eletrônicos (24/4/2014)
Folha de S. Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/04/1444704-eua-preparam-regras-para-regulamentar-cigarros-eletronicos.shtml

A FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA) irá propor nesta quinta-feira um pacote de regras para regulamentar a comercialização de cigarros eletrônicos no país. A medida inédita prevê, entre outras coisas, a proibição da venda para menores de 18 anos.

O projeto ficará aberto para críticas e sugestões públicas durante 75 dias. Após esse período, a agência fará os acertos finais para colocar as regras em prática, em um processo que pode demorar meses.

O pacote de medidas, no entanto, não prevê restrição à venda de cigarros eletrônicos com sabor, às vendas on-line ou à publicidade na televisão.

Críticos argumentam que os sabores tornam o cigarros eletrônicos atrativo para jovens e crianças, enquanto a publicidade irrestrita pode tornar o produto glamouroso e uma porta de entrada para os cigarros tradicionais.

A comissária do FDA Margaret Hamburg, por sua vez, defendeu que a proposta representa um primeiro passo "fundamental" em direção a um conjunto mais amplo de possíveis regulamentações que permitam estabelecer padrões de qualidade e incluir restrições sobre aromatizantes e publicidade.

OMS

Na última semana, documento obtido pelo jornal "Financial Times" apontaram que a OMS (Organização Mundial da Saúde) tem planos de regulamentar os cigarros eletrônicos sob as mesmas regras do tabaco.

Segundo o periódico, a organização está disposta a classificar os dispositivos eletrônicos como tabaco e sob a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), um tratado da OMS que obriga os governos a cortar taxas de fumo.

As preocupações vão desde a falta de informações sobre o nível de nicotina dos cigarros eletrônicos ao medo de que o seu uso "reabilite" o tabaco e enfraqueça as leis antifumo.

"Cigarros eletrônicos podem resultar em uma nova epidemia de tabaco", diz Haik Nikogosian, que supervisiona a CQCT, numa reunião do grupo, de acordo com o documento.

BOOM

As vendas globais de cigarros eletrônicos explodiram de US$ 20 milhões, em 2008, para US$ 3 bilhões no último ano, de acordo com a consultoria Canaccord Genuity. Esse crescimento tem dividido ativistas: alguns veem os cigarros eletrônicos como uma salvação para fumantes e outros como uma arma a mais para a "epidemia do tabaco".

Um estudo publicado recentemente na revista científica Jama, porém, apontou que os cigarros eletrônicos podem não ajudar as pessoas a parar de fumar.

Todos os grupos multinacionais de tabaco lançaram ou estão desenvolvendo cigarros eletrônicos.

No Brasil, a venda e a importação do cigarro eletrônico são proibidas, mas o uso do dispositivo é cada vez mais frequente. Sites vendem esse tipo de cigarro por cerca de R$ 200 –há modelos coloridos, com pedras brilhantes e estojos femininos, o que, segundo especialistas, pode ajudar a "glamorizar" novamente o tabagismo.

"Ainda não sabemos todos os malefícios que o produto pode causar. O ideal seria não usar nenhum cigarro, normal ou eletrônico", diz Silvia Cury Ismael, psicóloga do HCor (Hospital do Coração) e coordenadora do programa de cuidado ao fumante.

SAÚDE

Um estudo feito em laboratório e apresentado no início deste ano apontou que o vapor com nicotina gerado pelos cigarros eletrônicos levou ao desenvolvimento de câncer em alguns tipos de células humanas da mesma forma que a fumaça de tabaco dos cigarros normais.

Cientistas envolvidos no estudo enfatizaram que os achados são preliminares e que o estudo não envolveu pessoas, e sim células humanas de pulmão que receberam tratamento especial.

Muitos pesquisadores já disseram crer que os cigarros eletrônicos têm risco menor de causar câncer porque não queima tabaco como os cigarros comuns.

 
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