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Maioria dos pacientes volta a fumar após sofrer um infarto (13/10/2005)
ACTBR

Fonte: Globo Online, 06/10/2005

LONDRES - Mais da metade dos fumantes que passam por algum problema de coração voltam a fumar após a recuperação. A surpreendente constatação é resultado de uma pesquisa realizada com 5.500 pacientes, de 15 países da Europa, que haviam sofrido um infarto, bloqueio de artérias ou angina.

Em artigo publicado no "European Heart Journal", os pesquisadores chamaram o resultado da pesquisa de "inacreditável". E ressaltaram a necessidade de se criar programas mais intensos de abandono ao fumo, além de campanhas mais eficazes sobre o mal que ele faz à saúde.

Os pacientes que fizeram parte do estudo foram entrevistados aproximadamente 16 meses após a internação hospitalar por problemas cardiovasculares, e os pesquisadores perguntavam se eles já haviam fumado alguma vez, se tinham fumado no mês que antecedeu a internação e se tinham voltado a fumar. Os pacientes também passaram por testes respiratórios que detectavam a presença de monóxido de carbono, para checar se realmente haviam largado o cigarro.

Ao todo, 2.244 (40%) dos pacientes eram fumantes antes de ter o problema de saúde. E apesar de todos terem sido aconselhados a parar de fumar, só 48% deles seguiram a orientação.

Os mais jovens foram os que mostraram maior resistência a largar o hábito. Da mesma forma, os pacientes que sofreram angina eram mais resistentes a largar o vício do que aqueles que tiveram um ataque cardíaco. Na opinião dos pesquisadores, talvez esses pacientes não pararam de fumar porque não desenvolveram uma real consciência sobre o risco que correm.

- No entanto, os que tiveram angina e os que sofreram infarto têm o mesmo risco de morte - afirmaram os pesquisadores.

A médica Wilma Scholte op Reimer, do Centro Médico da Erasmus University, em Rotterdam, que liderou a pesquisa, disse em entrevista a BBC Internacional que é "inacreditável" que tantas pessoas continuem a fumar depois de terem suas vidas ameaçadas por um problema no qual o fumo exerce papel fundamental.

- Isso me faz questionar se as pessoas estão verdadeiramente cientes do risco que correm mantendo esse hábito - comentou.

Para a médica, a consciência sobre os malefícios e perigos do fumo é um fator importante para a pessoa largar o vício. A pesquisadora afirmou, também, que é importante que essas pessoas tenham acesso a programas para parar de fumar e a terapias de substituição da nicotina, se necessário.

O estudo foi feito em 1999 e 2000, e Wilma Scholte op Reimer já planeja uma nova pesquisa para verificar se a situação melhorou.

June Davison, porta-voz da Fundação Britânica do Coração, disse que "é triste saber que mesmo após um ataque cardíaco, um dos maiores alertas de que a vida está em perigo, um percentual tão grande de pessoas continue fumando".

- Parar fumar é um das decisões mais importantes que alguém pode tomar em prol da saúde e da vida, sobretudo após passar por um algum grave problema cardiovascular - afirmou a porta-voz. - Abandonar esse vício após sofrer um ataque cardíaco reduz significativamente o risco de morte. E para os que não têm doenças cardíacas, parar de fumar diminui pela metade as chances de ter um infarto.

 
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