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Ver pessoas fumando afeta cérebro de fumante, diz estudo (24/4/2006)
ACTBR

Fonte: Estadão
 
Ciência e Meio Ambiente
20 de abril de 2006 - 17:24

Estímulo visual aumenta a expectativa dos fumantes pelo próximo cigarro

MONTREAL - Em um estudo recente publicado na revista Neuropsychopharmacology, pesquisadores do Instituto Neurológico de Montreal (MNI, na sigla em inglês) e o Departamento de Psicologia da Universidade McGill descobriram que quando as pessoas esperam fumar em um futuro próximo, fatores externos, como ver alguém fumando, afeta seus cérebros mais do que a vontade que sentem ou o tempo que ficaram sem fumar.

Vinte fumantes saudáveis foram recrutados para o estudo e foram divididos em dois grupos: "expectante" (eles podiam fumar logo depois do teste) ou "não-expectante" (eles só poderiam fumar quatro horas depois do teste). Os pesquisadores escanearam os cérebros de cada indivíduo para apontar as áreas que estavam ativas enquanto os sujeitos eram expostos a cenas que remetiam ao cigarro. No grupo que esperava fumar imediatamente depois do teste, as áreas do cérebro implicadas na estimulação, atenção e controle cognitivo foram ativadas. Nos sujeitos que só poderiam fumar quatro horas depois do teste, quase não houve resposta neural aos estímulos, mesmo se o indivíduo reportou uma grande vontade de fumar.

"Nossas descobertas confirmam a importância da expectativa na resposta neural a esses estímulos, e dá suporte à teoria de que esses estímulos ativam áreas do cérebro implicadas na estimulação e atenção, particularmente o córtex pré-frontal dorsolateral, que está envolvido na regulação e planejamento de comportamentos de evitar ou procurar drogas", disse Alain Dagher, neurologista.

Embora os fumantes tenham sido escaneados em situação de abstinência e não abstinência, esse fator teve menos efeito nos níveis de ativação cerebral quando comparado com situação de "expectante" ou "não-expectante". Além de revelar essa importante característica do desejo de fumar, Dagher disse que "esse estudo também tem um impacto no tratamento do vício em nicotina, pois nossa pesquisa esclarece as diferenças entre as pessoas que podem e não podem controlar seu desejo de fumar".

Segundo o cientista, as pessoas que param de fumar podem esperar, cedo ou tarde, uma exposição a outros fumantes, ou a situações em que elas anteriormente fumariam um cigarro. Essas exposições têm um efeito ativador no cérebro, que pode levar a uma recaída. "Não apenas descobrimos que os fumantes expectantes estão mais suscetíveis aos estímulos visuais, mas essas descobertas também sugerem que o estresse, álcool ou qualquer coisa que interfira no córtex pré-frontal pode predispor as pessoas a uma recaída", disse Dagher.

 
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