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Fumar: Médicos do mundo inteiro se reúnem pela redução de fumantes (18/3/2015)
Vivo Mais Saudável

http://vivomaissaudavel.com.br/saude/clinica-geral/fumar-medicos-do-mundo-inteiro-se-reunem-pela-reducao-de-fumantes/

Na 16ª Conferencia Mundial sobre Tabagismo e Saúde da OMS, o Brasil apresentou sua redução em 50% na prevalência de fumantes alcançada nos últimos 10 anos.

De 17 a 21 de março, em Abu Dhabi, Emirados Árabes, médicos e representantes da saúde de diversos países debateram estratégias mundiais de combate à epidemia do Tabagismo. A cardiologista Jaqueline Scholz, especialista colaboradora do Vivo Mais Saudável, esteve presente no evento que tem como objetivo melhorar a sobrevida e, principalmente, a qualidade de vida da população.

Fumar é o principal fator de risco modificável para prevenção de doenças. Ou seja, está mais que cientificamente comprovado e divulgado que o cigarro causa uma série de doenças e até pode matar. Parar de fumar é sinônimo de mais saúde.

A 16ª Conferencia Mundial sobre Tabagismo e Saúde da OMS também comemorou os 10 anos da implantação da Convenção Quadro, um tratado mundial que pouca gente sabe que existe, mas de grande importância na redução do número de fumantes. Este tratado estabelece regras que vão desde adoção de medidas, como proibição de fumar em ambientes fechados, política de tratamento dos fumantes, aumento de preço dos cigarros; até a discussão de plantio alternativo ao tabaco para produtores rurais.

Cerca de 188 países são signatários deste tratado e o Brasil é um deles! A velocidade de implantação das medidas difere de país para país, mas o Brasil é um dos líderes na adoção destas medidas. Nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu em 50% a prevalência de fumantes. Em 1989, o Brasil tinha 33 milhões de fumantes, em 2012 o número era de 24 milhões, sendo que houve crescimento expressivo da população no mesmo período. Saímos de 30% da população adulta fumante para cerca de 15%.

O ministro da saúde Ademar Arthur Chioro dos Reis participou da conferência e apresentou as conquistas do Brasil com estes dados que revelam a redução de fumantes entre os brasileiros. Nossa política de redução do tabagismo começou em 1996, na gestão do então ministro da saúde Adib Jatene.

Calculadora: Gasto com Cigarro

Teste: Dependência de Cigarro

Veja a sucessão de medidas efetivas de combate ao fumo:

Restrição e posterior proibição da propaganda de cigarro;

Restrição e posterior proibição de fumar em espaços fechados;

Política de aumento de preços cigarro;

Política de tratamento do tabagismo.

A política de estimulo ao produtor rural de tabaco a plantar outro produto que não tabaco ainda se encontra em fase de implantação no nosso país.

Narguile e cigarro eletrônico

Outro assunto muito discutido no congresso foi o uso de outras formas de tabaco, como cigarro eletrônico e uso do ‘narguile’, conhecido como ‘sisha’ nos Emirados árabes e ‘hooka’ na Índia, Paquistão e África.

Narguiles (Foto: Thinkstock)
Narguiles (Foto: Thinkstock)

Basicamente, a estratégia de difusão destes produtos é baseada no falso conceito de que eles são seguros, que não estimulam o tabagismo. No caso do ‘narguile’, o uso de aditivos de paladar e odor agradáveis ao tabaco, que sofrerá combustão indireta pelo carvão aquecido, torna o consumo do produto agradável. Este é um atrativo para consumo de tabaco entre mulheres e jovens.

Em relação ao cigarro eletrônico, os vaporizadores (como também são conhecidos) se aperfeiçoaram. Embora não promovam a queima do tabaco, a combustão e a liberação de vapor de nicotina em alta concentração condenam seus usuários para dependência à nicotina. Aqui, aditivos de paladar e aromatizantes também podem tornar seu consumo mais agradável. O consumo do produto libera substâncias cancerígenas como nitrosaminas e outros componentes que podem inflamar o tecido pulmonar.

Leia mais sobre cigarro eletrônico

Cigarros eletrônicos (Foto: Thinkstock)
Cigarros eletrônicos (Foto: Thinkstock)
Um esforço mundial deve ser feito para reverter esta situação que é alarmante, pois os usuários sentem-se completamente seguros e confortáveis ao usar estes produtos, que diferentemente do que parece, são nocivos à saúde. O ‘narguile’ tem potencial de risco de contaminação por bactérias e vírus, além de risco de dependência à nicotina e riscos à saúde pela alta concentração de monóxido de carbono, superior até que o consumo do cigarro.

O cigarro eletrônico tem risco de perpetuar a dependência à nicotina e não é considerado um forma de tratamento do tabagismo. Primeiros estudos em usuários crônicos do produto sugerem risco aumentado de doença inflamatória do pulmão.

Novos estudos sobre tabagismo

Eu, Jaqueline Scholz, médica cardiologista do INCOR e diretora

 

do Programa de Tratamento do Tabagismo do INCOR HCFMUSP – área de cardiologia, apresentei dois traba

lhos nesta conferência. Um sobre segurança de tratar fumantes com doenças cardíacas e crônicas (hipertensão, infarto, diabetes, colesterol alto, insuficiência cardíaca) usando todos os medicamentos disponíveis para tratar o tabagismo, como bupropiona, vareniclina e reposição de nicotina; e outro que avalia a relação do custo dos medicamentos para tratar tabagismo e sua eficácia.

No próximo dia 31 de maio, será comemorado o Dia Mundial sem Tabaco e o tema desse ano chama a atenção das pessoas para como somos manipulados pela propaganda e fisgados por anúncios de tabaco. Pense na conquista que o Brasil está fazendo na redução de fumantes, pense em nós médicos abraçando esta causa pela sua saúde e a de seus familiares! Diga não ao cigarro e sim para a vida!

 

Gostou do artigo da cardiologista Jaqueline Scholz? Conheça o Vivo Sem Fumar, desenvolvido com o Instituto Issa, liderado por ela que também é criadora do Programa de Assistência ao Fumante PAF e autora de livros e artigos sobre tabagismo.

Vivo Mais Saudável é informação que faz bem!

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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