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Mulheres contam como conseguiram parar de fumar (23/9/2016)
O Dia

http://odia.ig.com.br/diversao/2016-09-23/mulheres-contam-como-conseguiram-parar-de-fumar.html

Organização Mundial de Saúde estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes

 

Rio - Apesar dos males causados à saúde pelo tabagismo serem amplamente divulgados, temos ainda hoje no país aproximadamente 20 milhões de fumantes. A Organização Mundial de Saúde estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes

Segundo a psicanalista Stella Nessimian Olyntho, o ato de fumar muitas vezes está ligado às identificações com figuras que fazem parte do universo do indivíduo e à necessidade de pertencimento a determinado grupo. “O cigarro passa a fazer parte da rotina e ocupa um lugar ao lado de outras atividades diárias. Daí ele se fazer imprescindível e passar a ocupar o status de um companheiro, com quem se pode contar nos momentos difíceis”, esclarece.

Para a designer Chiara Krengiel, 41 anos, o hábito começou aos 13 como tentativa de parecer mais velha: “Parei há dois anos e meio. Tive que mudar todo estilo de vida e a rotina. Vivia para fumar: acordava, almoçava, jantava, falava no telefone com cinzeiro, isqueiro, maço de cigarro no colo”

Chiara conta ainda que já tinha problemas na gengiva por causa do cigarro e sentia falta de ar. “Quando parei, voltei a dançar, parei com álcool e cortei carne vermelha. Minha vida hoje é outra. Respiro e vivo muito melhor. Dá uma sensação imensa de liberdade”, confessa.

A psicanalista afirma que fatores individuais e ambientais vão determinar o grau de dependência psicológica ao cigarro, que talvez seja mais intensa e anterior à dependência química. “Por tudo isso é difícil parar, pois implica em enfrentar uma perda e viver o luto dessa perda. Vai depender da vontade do sujeito de modificar seu comportamento, aceitando perder com uma perspectiva de mais adiante ganhar qualidade de vida”, compl

São 72 horas que separam a museóloga Mariana Várzea, 51 anos, do hábito de 32 anos de tabagismo. “A decisão é um misto de vaidade e preocupação com a saúde. Não queria mais ter minha imagem ligada ao cigarro”, revela Mariana. “Há a dependência química, que você pode tratar com medicamentos, mas há a dependência emocional. A gente bebe, fuma e come as nossas emoções. Parar de fumar é restabelecer um diálogo com as próprias emoções”.

Mariana publicou sua decisão numa rede social e recebeu muito apoio. “Quando me perguntavam se não estava na hora de parar, eu respondia com Fernando Pessoa: ‘Acendo um cigarro (...) E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos’. Mas chega a hora em que aquela tossinha seca, a falta de ar na hora de rir, os pezinhos inchados no final do dia e o fedor de cinzeiro nos cabelos superaram o prazer de fu

 

É isso aí: maldito cigarro, adeus, tchau, bye bye!”, escreveu.

Luta por saúde

A socióloga Paula Johns, 49 anos, fumou durante quase 20. “Parei há dez anos. A decisão veio após enxergar o contexto social mais amplo”, diz ela, que é fundadora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), uma organização não-governamental focada em ações para a diminuição do impacto sanitário, social, ambiental e econômico gerado pela produção, consumo e exposição à fumaça do tabaco. “Nos últimos anos, os principais ganhos foram as políticas públicas, e o aumento de imposto e preço. Apesar do lobby pesado da indústria do tabaco contra”, revel

 
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