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Saúde gaúcha faz ofensiva contra o tabagismo (24/4/2006)
ACTBR

22/04/2006 13:41

ABN Noticias

Porto Alegre é capital brasileira com a maior taxa de fumantes (25,2% da população). Diante deste cenário,nos últimos anos a Secretaria Estadual da Saúde vem intensificando as ações de controle do tabagismo.

PORTO ALEGRE - Já se falou que fumar é brega, que é cafona. Que quem fuma é pato. Por determinação de lei, os maços de cigarro estampam fotos e advertências dos males que o consumo de tabaco pode causar. E mesmo assim o assunto não sai de pauta. Conforme pesquisa do Instituto Nacional do Câncer e Ministério da Saúde, Porto Alegre é capital brasileira com a maior taxa de fumantes (25,2% da população).

Diante deste cenário, nos últimos anos a Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS) vem intensificando as ações de controle do tabagismo no Rio Grande do Sul. "É necessário intensificar as ações no sentido do cumprimento da legislação existente. Precisamos seguir os exemplos de países europeus que não permitirão mais o uso de cigarros nos bares e restaurantes, entre outros, a partir do próximo ano”, afirma o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Esta discussão foi muito acirrada em países que têm uma tradição de uso de cigarro maior que o Brasil. Segundo Gabbardo, “prevaleceu, no entanto, a idéia de que é fundamental a proibição do cigarro para reduzir a incidência das doenças não transmissíveis e relacionadas as maiores causas de mortes".

Em 1998, a SES implantou o Programa de Controle do Tabagismo, como desdobramento do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, para desenvolver ações em educação e ampliação do acesso ao tratamento da dependência da nicotina. Através do programa, a SES, desde 2004, vem preparando técnicos das secretarias municipais de saúde para o tratamento do fumante. Até o momento, 680 profissionais (médicos, enfermeiros e psicólogos) foram treinados e 290 Unidades de Saúde foram capacitadas em 172 municípios. Dessas, 104 unidades disponibilizam tratamento (39 em Porto Alegre) para uma média mensal de 1.700 fumantes.

A coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da SES, a médica Anna Elizabeth de Miranda, explica que o programa trabalha simultanamente prevenção, redução da prevalência do hábito na população e o tratamento gratuito do fumante. “Com isso, serão reduzidas as doenças e mortes diretamente relacionadas ao tabagismo – alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares – que são os de maior mortalidade no RS”, enfatizou.

O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros com mais unidades de saúde preparadas para realizar a abordagem intensiva do fumante. Até o final de 2004 eram 59 unidades, em 32 municípios. Em 2005 houve aumento de 76% no número de unidades. Quem deseja parar de fumar deve procurar a secretaria de Saúde de seu município. Além investir no tratamento (consultas, grupos, adesivos, gomas de mascar com nicotina, medicamentos, etc) dos fumantes que querem deixar de fumar, o secretário estadual da Saúde salienta que é obrigação do gestor da Saúde Pública proteger os não fumantes dos riscos das doenças e mortes relacionadas ao tabaco, “não permitindo que os ambientes públicos sejam contaminados”.

AMBIENTES LIVRE DO CIGARRO

Desde 2005, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, da SES, em conjunto com o Programa de Controle do Tabagismo, vem implantando o programa Ambientes Livres do Tabaco no Rio Grande do Sul, visando o cumprimento da lei federal 9294/96 especialmente em bares e restaurantes. "Queremos estimular os proprietários de bares e restaurantes a oferecerem ambiente livre de tabaco e com isto ter preferência do mercado em que 75% não são fumantes, e que vão preferir um restaurante com a garantia de que não vão sentar-se ao lado de um fumante que vai acender um cigarro no momento do seu jantar ou almoço", explica Gabbardo. A SES também realiza ações para estimular os trabalhadores da saúde a deixarem de fumar, envolvendo mais de 6.500 profissionais de postos de saúde, hospitais e órgãos vinculados à saúde pública.

SABER SAÚDE

Entre os estudantes de Porto Alegre, na faixa dos 13 a 15 anos, 37% dos adolescentes de sexo masculino e de 34% do sexo feminino são fumantes. Para reverter esse quadro, a SES vem implantando o Programa Saber Saúde nas Escolas. Profissionais de 200 escolas gaúchas foram treinados para o trabalho de prevenção. Ao todo são 3.270 educadores envolvidos na promoção de hábitos saudáveis e conscientização sobre os malefícios do cigarro.

O tabagismo mata 200 mil pessoas por ano no Brasil. Está associado a 90% das mortes por câncer de pulmão, 45% das mortes por doença coronariana e 25% das mortes por doença cérebro-vascular. Na gestação, está associado a maior risco de aborto espontâneo, prematuridade e recém-nascido de baixo peso. O tabagismo passivo, a que está exposta aproximadamente 80% da população, leva a um risco aumentado de câncer de pulmão e infarto em adultos; e de asma, pneumonias e otites em crianças. E é a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que em 2006 aproximadamente 2.086 homens e 1.210 mulheres deverão adoecer de câncer de pulmão no Rio Grande do Sul. A forma mais eficaz de prevenção de câncer é a redução do tabagismo. Para o secretário Gabbardo, “o custo do atendimento destes pacientes é muito superior aos valores arrecadados pelos impostos, sem considerar as mortes precoces, os benefícios trabalhistas, os afastamentos ao trabalho e a ocupação recorrente destes pacientes aos hospitais, leitos de UTI, entre outros”.

 
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