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Pesquisa mostra que cigarro é fator negativo na vida afetiva (26/5/2006)
ACTBR

Fonte: http://geral.dgabc.com.br/materia.asp?materia=530875

Das Agências

25/05/2006

Uma pesquisa inédita realizada pela Pfizer revelou que seis entre dez brasileiros com mais de 18 anos consideram o ato de fumar “nojento”. O levantamento apontou que os não-fumantes usaram esse termo com maior freqüência que os fumantes (62% contra 46%).

Além disso, mais da metade dos entrevistados confessou já ter perdido o interesse por uma pessoa depois de descobrir que ele ou ela fumava, e 30% dos não-fumantes entrevistados afirmaram desistir de um encontro por que a pessoa era fumante.

Os fumantes revelaram que 22% deles já foram rejeitados para um encontro por terem o hábito de fumar. Já para 7% deles o vício foi empecilho até para o ato sexual.

Tanto os fumantes (85%) quanto os ex-fumantes (75%) concordaram em um ponto: o tabagismo tem um impacto negativo na vida do brasileiro. O principal destaque negativo apontado foi os danos à saúde, o que representou 53% das respostas. Outros quesitos também levantados como fatores relacionados ao tabagismo que afetam a qualidade de vida foram: o desempenho atlético (47%), relacionamentos familiares (42%) e a atração por um parceiro em potencial (34%).

Entre 1,5 mil brasileiros avaliados, 37% admitiram já ter fumado alguma vez na vida, sendo que 57% já tinham abandonado o vício.

Cigarro - O tabagismo é a principal causa de morte com possibilidade de prevenção no mundo. Mundialmente, cerca de 1,3 bilhão de pessoas fumam e aproximadamente cinco milhões de pessoas morrem de doenças relacionadas ao cigarro todos os anos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada oito segundos alguém morre de uma doença relacionada ao tabagismo (tão depressa quanto um novo fumante adere ao vício). O tabagismo causa cerca de 50 doenças, sendo que 20 são fatais.

Devido a estes fatores, muitos fumantes gostariam de parar de fumar e prevenir danos à saúde, mas a OMS estima que apenas de 0,5% a 5% dos fumantes que tentam parar de fumar conseguem atingir a abstinência a longo prazo, sem apoio médico.

“Falta procurar tratamento. Se as pessoas que querem parar de fumar procurassem ajuda de um especialista, o processo seria mais fácil e as chances de sucesso seriam infinitamente maiores”, afirma Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração).

Segundo a médica, após 10 a 15 anos de abandono do cigarro um ex-fumante tem risco de mortalidade similar ao de uma pessoa que nunca fumou. “Parar de fumar em qualquer idade reduz o risco de morte prematura”.  

Ainda de acordo com estudos da OMS, até mesmo um conselho rápido de um profissional da área da saúde pode aumentar a abstinência do tabaco em 30%. Segundo Jaqueline, um tratamento de sucesso combina aconselhamento com farmacoterapia.  
 
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