Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

O fumante é um chato (17/5/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.anoticiadigital.com.br/home/news.asp?cod=24448

 

 

Data:17/5/2006 


O fumante é um chato

Se o caro leitor é fumante e até ainda não se convenceu que parar de fumar é a melhor opção, que leia este artigo com atenção. Caso seja não fumante, leia-o nos mínimos detalhes para poder cobrar dos fumantes algumas condutas de civilidade.

Vamos descrever algumas regras básicas para aqueles que ainda não estão em condições de parar de fumar, para que façam isso sem causar maiores transtornos para os outros.

Falaremos dos cuidados que o fumante tem que ter para poder conviver num mundo que por certo não estará livre do tabaco por uma parcela de culpa dele.

Em primeiro lugar, o fumante tem que saber que ele é o chato. Tem que assumir esta condição e não reclamar de nada que manifestarem através de atos, gestos ou palavras contra ele e o seu cigarro. Tem que ficar bonzinho com os argumentos dos não fumantes; afinal somos a maioria e, vivendo numa democracia, é fácil de entender que o fumante é que tem que se enquadrar às regras da maioria. Nós, não fumantes, não queremos ser contaminados pelas inúmeras substâncias tóxicas do cigarro. Temos o direito de não sentir o cheiro indesejável do tabaco.

Então, caro fumante, quando for acender um cigarro em público olhe a sua volta; se tiver alguém por perto, que poderia sentir o seu horroroso cheiro, peça permissão a ele se pode ou não fumar naquele momento. Se essa bondosa alma autorizar, você poderá fumar o seu cigarro; é claro, tomando o devido cuidado de jogar a fumaça para outro lado, onde não tem nenhum ser vivente.

As cinzas do seu cigarro e a sua "guimba" deverão ser transportadas em recipientes hermeticamente fechadas, para que o fedor não escape e que sejam desprezadas em locais específicos, preparados para receber lixo tóxico, igual àqueles containeres para bateria de celular. Não poderá, jamais, jogar cinzas pelo chão, pois a natureza não precisa dos seus resíduos, cheios de agrotóxicos, material radioativo e veneno de rato; todas estas substâncias já foram devidamente identificadas nos cigarros.

Caso você esteja perto de crianças, gestante ou algum idoso, não acenda o famigerado cigarro. Agüente firme, nem que você tenha que tomar um calmante. Não acenda e nem demonstre que quer cometer tal audácia. Lembre-se de que as crianças não podem ter certeza que ainda existem seres iguais a você.

As gestantes querem continuar a sonhar que o seu filho irá nascer para um mundo maravilhoso, onde não tenha mais esse cheiro nauseante do tabaco. Os idosos não podem saber que não conseguiram livrar o planeta terra de tamanha agressão ambiental. Só acenda o cigarro em público se estiver com essa segurança, ninguém mais sensível por perto, senão você será responsável pelos olhares de censura, de praga mesmo que vão jogar em você, que não vai ganhar nem o olhar da sua horrorosa vizinha.

O local ideal para você continuar fumando é dentro do seu banheiro, lá mesmo onde você elimina todos os seus dejetos e que fique por lá todos os seus resíduos. Aproveite e tome um bom banho, escove bem os dentes, respire e aspire um pouco de perfume pelo menos umas trinta vezes, certifique-se que realmente está tudo limpo. Fazendo isso você vai diminuir, não acabar definitivamente, com o fedor que todo fumante carrega consigo, pois este é impossível de eliminar totalmente.

As quase cinco mil substâncias do cigarro circulam pela corrente sanguínea, distribuindo pelas células e órgãos do corpo, demorando horas para serem totalmente eliminadas. Quer dizer, aquele asco do cigarro, aquele cheiro de cachorro molhado, aquele cheiro que as mulheres grávidas vomitam quando o percebem não sai fácil dos seus poros. Paciência, você foi que escolheu ser uma pessoa indesejável, agora agüente a repulsa das pessoas.


(*) Clovis Botelho, Professor Titular da UFMT, médico pneumologista.


*Clóvis Botelho

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2