Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

China vai proibir novas fábricas de cigarro, diz autoridade (8/2/2006)
ACTBR

Reuters

10:18 08/02

PEQUIM (Reuters) - A China não permitirá a construção de novas fábricas de cigarro, incluindo joint ventures com parceiros estrangeiros, em uma medida destinada a reduzir o consumo do produto no país, que fuma 2 trilhões de cigarros por ano.

O governo também deve tornar mais rígido o controle sobre as fábricas já existentes, afirmou Sha Zukang, embaixador para as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, segundo a agência de notícias Xinhua.

A China é o maior produtor de cigarros do mundo e os chineses estão entre os fumantes mais inveterados do planeta, com um mercado em expansão de 320 milhões de consumidores, fato que faz do país um ímã para multinacionais e um foco da atenção de órgãos mundiais de saúde.

Os cigarros chineses também estão entre os mais baratos do mundo e o fumo mata 1,2 milhão de pessoas por ano no país, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em dezembro, a Philip Morris, uma unidade do Altria Group Inc., anunciou uma joint venture para produzir o cigarro Marlboro na China. Seu parceiro é a empresa estatal China National Tobacco Corp.

A promessa de Sha repete declarações feitas anteriormente por autoridades chinesas da área de saúde e não se sabe ainda exatamente como o acordo com a Philip Morris seria afetado.

A empresa negou-se a fazer comentários sobre o caso e apenas divulgou novamente um comunicado em que anuncia o acordo com os chineses.

Sha deu suas declarações durante um encontro para implementar a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, que a China assinou em 2003 e ratificou em 2005. O acordo visa reduzir o consumo de cigarro, adotando várias medidas, entre as quais a proibição de propaganda sobre o fumo.

"O governo chinês seguirá as estipulações feitas na convenção a fim de melhorar leis e regulamentações, controlar o consumo de cigarro em locais públicos e tornar mais rígida a regulamentação das atividades de produção e venda do cigarro", afirmou Sha.

Segundo a OMS, as medidas da convenção poderiam salvar cerca de 200 milhões de vidas até 2050 se for atingida a meta de diminuir o número de fumantes e de novos fumantes pela metade.

Mas o órgão acrescentou que ainda havia um longo caminho a ser percorrido, e isso apesar da boa vontade do governo.

"Em muitas cidades, em muitos locais públicos, no papel o cigarro não é permitido. Mas ainda se vê mesmo em hospitais algumas pessoas fumando", afirmou Cristobal Tunon, diretor do programa da OMS em Pequim, que participa dos esforços de combate ao fumo.

"Essa é uma prática social, e precisamos mudar a cabeça das pessoas a fim de fazer dessa uma prática anti-social", acrescentou. "Não se conseguirá solucionar o problema agitando uma varinha mágica."

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2