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Parar de fumar faz engordar? (20/2/2006)
ACTBR

Redação/O Estado do Paraná [19/02/2006]


Pesquisas mostram que fumantes pesam menos que não fumantes e que estes ganham peso quando param de fumar. Os motivos do ganho de peso que os fumantes apresentam quando param de fumar, ainda não está totalmente claro. A primeira teoria que explicaria este ganho de peso anormal diz que o fumante consegue queimar mais as calorias, eles têm taxa metabólica maior. Quer dizer, ao deixar de fumar e ingerir uma mesma quantidade de alimentos passará a "sobrar" mais calorias, que serão armazenadas como gordura corporal. A saída para isso seria consumir menos calorias (alimentos), bem menos mesmo, quando parar de fumar, principalmente para aqueles fumantes com tendência a ganhar peso.

A segunda teoria: os fumantes quando deixam o cigarro começam a consumir alimentos mais calóricos, como doces e bebidas, talvez como uma forma de substituição de um prazer por outro. O organismo seria mais facilmente "enganado" com certos alimentos mais prazerosos, liberaria as substâncias relacionadas ao prazer (serotonina, dopamina, endorfinas). Quem não gosta de doces, chocolates, bebidas? A solução para não engordar é procurar alimentos que dêem prazer, porém sem tantas calorias como os doces e bebidas. O fumante identificará quais os alimentos que ele mais gosta e que são menos calóricos.

Terceira teoria: é uma das mais polêmicas cientificamente, fala da ação anorética da nicotina, quer dizer: a nicotina produz perda do apetite. Nada está ainda comprovado, mas parece que a nicotina inibiria apetite de alguns fumantes, fazendo com ele coma menos e, assim, não ganharia peso ao decorrer dos anos de tabagismo. Naturalmente isto não se aplica para todos os fumantes. Conheço muitos fumantes obesos; porém, é importante que o fumante e o seu médico saibam como contornar isso.

Todos nós sabemos do problema, e que é sério; pois, geralmente, ganhar peso em excesso acompanha alterações dos padrões de comportamento e personalidade, freqüentemente manifestados sob a forma de depressão, abstenção, autopunição, irritabilidade e agressão. Parece que a regulação do apetite fica descontrolada; há um desarranjo nos mecanismos reguladores que partem do estomago e intestinos. Tudo fica desregulado, só o tempo colocará ordem nas coisas novamente. A nicotina age estimulando as nossas células cerebrais a liberar substâncias químicas diversas e, na falta dela, os canais de circulação destas substâncias entram em parafuso, ficam sem saber como e onde deve fazer circular e/ou liberar aquelas substâncias que necessitamos. É por isso que a falta da nicotina produz tantos sintomas diferentes uns dos outros e com intensidades diferentes.

Fumantes nesta situação de descontrole do peso são difíceis de continuarem sem fumar. A recaída será certa, caso não esteja bem preparado para o enfrentamento. O fumante deverá ter a consciência que o ganho de peso será momentâneo, estabilizando com o passar dos dias, pode ser controlado com atividades físicas e dieta balanceada.

Sobre o autor

Professor titular da Faculdade de Ciências Médicas e do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva, da Universidade Federal de Mato Grosso. Doutor em Medicina - Pneumologia - pela Escola Paulista de Medicina / Unifesp, em 1991.

 Autor dos livros Você também pode para de fumar" (Editora Adeptus) e "A dinâmica psicológica do tabagismo (Editora Entrelinhas) e de vários artigos sobre o tema publicados em revistas especializadas.

Contatos: Dr. Clovis Botelho - fbotelho@terra.com.br - telefones: 65. 3637-1471 e 65. 9982-6368. Editora Adeptus - www.adeptus.com.br - e-mail: adeptus@vsp.com.br -Telefones: 65. 3627-6666 e 65. 3321-1313.

 
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