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Pobres e sem escola, os que mais fumam (1/9/2004)
Por Um Mundo Sem Tabaco

Fonte: Diário da Tarde -  28/07

O BAIXO índice educacional da população brasileira é um fator que cria uma grande barreira na hora em que o governo precisa comunicar-se com a sociedade, principalmente nas questões relativas à saúde: qualquer esclarecimento projetado por campanhas institucionais demora a surtir o efeito esperado ou desejado, pois, não raro, ou a informação não é assimilada ou sequer é levada a sério.

RESULTADO de pesquisa divulgada no mês de maio último, sobre o perfil do contingente de fumantes brasileiros, atesta e corrobora o pensamento dos que apontam a baixa escolaridade do cidadão como um dos componentes do custo Brasil, pois a pessoa sem a necessária formação educacional não consegue cuidar de si mesma devido à inerente dificuldade de absorver informações e encaminhar-se para a conscientização.

DESSA FORMA, não é de causar admiração a revelação de que os brasileiros que ganham de um a cinco salários mínimos, grupo salarial em que se insere a maior quantidade de trabalhadores de menor escolaridade, representam 71% do universo de fumantes existente no Brasil. A contundência dos levantamentos se torna ainda mais explícita no tocante à relação entre fumo e escolaridade, quando informa que 34,6% dos fumantes são analfabetos ou pessoas que estudaram até a 4ª série do ensino fundamental; 21% completaram o ensino médio e apenas 7,4% têm curso superior.

BAIXA renda e grau de educação insuficiente (ou inexistente) são fatores que estão intimamente ligados com o tabaco, uma vez que as pessoas situadas nessas condições desfavoráveis são menos sensibilizadas pelas campanhas contra o cigarro, que raramente têm sucesso entre as pessoas com menor formação cultural. Contudo, não se pode perder de vista que as pessoas que se sentem excluídas pela sociedade e desassistidas pelo governo terminam afetadas por falta de auto-estima e até mesmo um determinado nível de conformismo e pouca valorização da própria vida.

é CORRETO prever que o governo, após deparar-se com resultados da pesquisa sobre o tabagismo no Brasil, mudará o enfoque e, principalmente, a linguagem das peças publicitárias institucionais de combate ao fumo, mas tudo sugere que o campo fértil da indústria do cigarro está no florescimento do vício entre os pobres e sem acesso à educação, exigindo como antídoto a implantação de projeto que viabilize tanto a democratização do acesso ao ensino, quanto a melhoria da distribuição de renda entre os brasileiros.

 
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