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Chineses querem aprender com os produtores de tabaco brasileiros (8/9/2004)
ACTBR

Fonte: http://web.viavale.com.br/default.php?arquivo=_ultimas.php&intIdUltimaNoticia=7943

SANTA CRUZ DO SUL - GERAL

Chineses querem aprender com os produtores de tabaco brasileiros
 
06/09/2004 - 7:35 | Equipe Portal VIAVALE
Comitiva da Afubra esteve no país asiático que é o maior produtor e também o maior consumidor de tabaco do mundo. Mas Gralow diz que fumo chinês não ameaça o brasileiro

A China, líder mundial na produção de tabaco – produz mais de 40% das 6,6 milhões de toneladas de fumo produzidas no mundo, equivalente a quase 3 milhões/toneladas – quer aprender com o fumicultor brasileiro. A afirmação é do presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Hainsi Gralow, que esteve visitando o país oriental a convite do governo chinês. Acompanhado do diretor-secretário da entidade Romeu Schneider, do psicólogo Heitor Gralow, dos gerentes Técnico Iraldo Backes e de Logística Marco Werner e do conselheiro Mário Grützmacher, o dirigente visitou as principais províncias produtoras e conheceu a realidade do fumicultor na nação de regime comunista. O grupo também visitou a Hogta, localizada em Yuxi, maior fábrica de cigarros da Ásia que se prepara para ser a maior do mundo em 2005. O roteiro incluiu a visita ao Yunnan Provincial Tobacco Leaf Co, o instituto de pesquisas sobre o fumo e também a uma agrovila, onde 320 famílias cultivam 70 hectares de tabaco.

Segundo Gralow, o crescimento do setor fumageiro chinês não ameaça o fumicultor brasileiro. “A qualidade do tabaco brasileiro é superior às exigências mundiais e serve de referência para os chineses, que só na última safra importaram 38 mil toneladas do nosso fumo”, relatou. “Eles têm confiança no produto do Brasil e afirmam que querem imitar o nosso produtor”, completou Gralow. Para aumentar a qualidade do fumo, o governo chinês disponibiliza um orientador para cada 50 produtores. “A meta é reforçar a assistência técnica”, disse, salientando que, naquele país, todas as áreas possuem sistema de irrigação.

No entanto, a dedicação do fumicultor chinês surpreendeu o presidente da Afubra. “Embora humildes, eles têm orgulho de serem produtores, demonstram satisfação e são sedentos por informações”, constatou. “O fumicultor brasileiro é mais crítico, enquanto o chinês não discute as exigências do mercado”, afirmou o dirigente, salientando que “muitos recebem as mudas prontas de determinadas variedades”.

Destacando que a China também é o maior mercado consumidor de cigarros – oito em cada dez chineses são fumantes – o dirigente observou a inexistência de restrições ao fumo, embora a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que deverá vigorar a partir de 2006, também preocupe os dirigentes do país asiático. “Não vimos um só lugar onde fosse proibido fumar. Eles têm dificuldade de assumir sanções impostas pelo cerco ao fumo e não demonstram estar preocupados com as campanhas antitabagistas. Diferente do Brasil, o país não se adaptou às restrições ao consumo”, completou.

No entanto, conscientes de que a Organização Mundial da Saúde pretende fechar cerco contra o fumo, os dirigentes chineses fizeram um apelo ao presidente da Afubra. “Pediram para interferirmos junto à embaixada brasileira, para que o Brasil não venha a ratificar a convenção. Decididamente, a China não vai ratificar este documento.”

As informações são da Redação Gazeta do Sul
 
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