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Cigarro provoca alterações genéticas em fumantes (22/7/2004)
Por Um Mundo Sem Tabaco

Fonte: Guarulhos Web - 16/07/2003
Informações - Estadão


As substâncias tóxicas presentes no fumo, revela a pesquisa, penetram até no núcleo das células.

Comparar imagens do pulmão enegrecido de um fumante ao de uma pessoa sadia é uma tática comum para convencer - ou tentar convencer - pessoas a abandonar o cigarro. Que já se tornou obsoleta. Uma fotografia genética, muito mais refinada, acaba de ser produzida por pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA. Eles analisaram amostras de tecido pulmonar de fumantes, não-fumantes e ex-fumantes, e compararam como os genes se expressam no pulmão de cada um deles. O que já era óbvio a olho nu, ficou claro também no DNA: quem fuma tem risco muito maior para o câncer.

As substâncias tóxicas presentes no fumo, revela a pesquisa, penetram até no núcleo das células e causam alterações no material genético. Dependendo da saúde de cada um, essas mutações podem levar à formação de tumores. "O fumo alterou a expressão de numerosos genes nas vias respiratórias", escrevem os cientistas na edição de ontem da revista PNAS. Vários oncogenes (sabidamente relacionados ao câncer) tiveram expressão aumentada - passaram a funcionar com mais intensidade. Enquanto isso, genes que deveriam controlar essa atividade e proteger a célula dos agentes tóxicos do cigarro tornaram-se deficientes.

Um tumor normalmente surge por causa de alguma falha genética - que pode ser natural do envelhecimento, ou induzida por algum fator ambiental, como cigarro ou álcool - que faz com que uma célula passe a se multiplicar de forma incontrolada. O organismo tem mecanismos de defesa para detectar e destruir essas células cancerígenas, mas eles, obviamente, nem sempre funcionam. Segundo os cientistas, o fumo é responsável por 90% dos tumores no pulmão - o câncer que mais mata no Brasil e no mundo.

Recuperação

As notícias também não são das melhores para os ex-fumantes. O estudo confirma que o risco para o câncer diminui a partir do momento que a pessoa deixa de fumar. Vários dos genes alterados voltaram a se expressar normalmente logo nos primeiros anos. Por outro lado, mostra que alguns oncogenes podem permanecer alterados por até 30 anos. "Um ex-fumante nunca fica exatamente igual a um não-fumante", diz o especialista brasileiro Riad Younes, chefe do Departamento de Cirurgia Torácica do Hospital do Câncer. Segundo ele, quem fuma um maço por dia tem risco 25 vezes maior de desenvolver câncer. Dois a oito anos após o abandono do vício, esse risco cai para 1,5 vez maior.

O estudo também comprova que, mesmo entre fumantes, há pessoas com propensão genética maior ao câncer. Uma das propostas desse tipo de pesquisa é justamente desenvolver testes genéticos que possam determinar o risco de cada pessoa, antes, durante ou depois do fumo. Cerca de 1,25 bilhão de pessoas fumam no mundo, mas só 10% a 20% desenvolvem câncer de pulmão e doenças relacionadas, como enfisema e bronquite.

 
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