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Doença da Folha do Tabaco é apresentada em encontro nacional (10/7/2008)
Alagoas em Tempo Real - por Secom

Data: 09/07/08

A coordenação estadual do Programa de Controle do Tabagismo participou, no Rio de Janeiro, do Encontro Nacional de Controle do Tabagismo, promovido pelo Ministério da Saúde por meio do Instituto Nacional de Câncer. O evento reuniu coordenadores estaduais, municipais e representantes das assessorias de comunicação das secretarias de saúde de todo o país, além de pesquisadores e educadores de comunicação social de universidades brasileiras.

O encontro teve como objetivos priorizar desafios a serem enfrentados em 2008 e 2009; construir propostas de trabalho visando uma maior integração entre as áreas técnicas e regulatórias do Ministério da Saúde, estados e municípios para o fortalecimento da descentralização das ações de controle do tabagismo. Um dos destaques do evento foi a apresentação dos resultados da Investigação da Doença da Folha do Tabaco, pesquisa realizada no ano passado, na região fumageira de Arapiraca.

O estudo foi realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca. De acordo com a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Estado da Saúde, Vetrúcia Teixeira, esse é o primeiro relato desta doença no Brasil, que aprofunda as suspeitas quanto a sua presença durante a conclusão da investigação de intoxicação por agrotóxico.

Esse levantamento foi realizado em 2005 pela área de epidemiologia da Sesau e participação da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca.

A estratégia da indústria do tabaco para seduzir e manter o seu mercado consumidor foi outro tema que impulsionou o debate. Para Vetrúcia Teixeira, a participação da área de comunicação tem sido importante para o desenvolvimento da Política de Controle do Tabagismo tanto em nível mundial, como nacional e local. "Precisamos usar a mídia como uma das ferramentas para contrapor à publicidade e marketing utilizados pela indústria do tabaco, que planta e disponibiliza no mercado um produto que dizima vidas ao invés de defendê-las".

A coordenadora sugere aos gestores das políticas públicas - principalmente saúde, educação, trabalho, meio ambiente, agricultura e economia - a reflexão sobre os danos causados pelo tabaco, desde o plantio até a distribuição dos derivados.

"Desta forma estarão aptos a assumir o compromisso de contribuir para o avanço das estruturas sociais, evitando o adoecimento e morte de seus cidadãos no manuseio e consumo deste produto. Os gastos com a saúde, principalmente na alta complexidade, têm sido maiores que a arrecadação de impostos pagos pela indústria do tabaco ao governo federal", disse.

Epidemia - No painel "Epidemia do Tabagismo no Mundo e a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco", Vera Luiza da Costa, consultora da Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentou o cenário atual de fumantes, as implicações que o tabaco representa na redução da renda familiar e o impacto na economia. "Há no mundo cerca de 1,3 bilhões de fumantes, trazendo como conseqüência 5 milhões de mortes anuais; metade ocorre em países em desenvolvimento”, reforçou.

De acordo com ela, aproximadamente 2/3 de fumantes vivem em dez países do mundo e o Brasil é um deles. Pesquisas têm demonstrado que todo dia 100 mil adolescentes se tornam dependentes e entre as meninas o consumo vem crescendo. Vetrúcia Teixeira considera a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco como um dos principais instrumentos regulatórios do setor. "Somente com políticas públicas rígidas e comprometimento social é que vamos conseguir vencer essa epidemia. Precisamos fortalecer a prevenção com os jovens, que é o público alvo da indústria do tabaco".

A Convenção Quadro é o primeiro tratado internacional de saúde pública que determina um conjunto de medidas para deter a expansão do consumo de tabaco e seus danos à saúde. Por mais de quatro anos, 192 países trabalharam em várias redações do texto da Convenção antes de chegarem a um documento de consenso que foi adotado por unanimidade na 56ª Assembléia Mundial da Saúde, em maio de 2003. O Brasil foi o 2º país a assinar o seu texto e em 2005 ratificou o documento.
 

 
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