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Vitamina D & Tabaco (31/1/2004)
Por Um Mundo Sem Tabaco

VITAMINA D, fibra de cereal, mostrada como redutora de risco de tumor no cólon & TABACO pode aumentar aproximadamente duas vezes o risco de ter um tumor ou pólipo benigno, que freqüentemente se torna câncer.

 

Science Daily

http://www.headliner.nl/headliner.php?c=us&id=4989&abbr=sciencedaily

Fonte: JAMA 10 Dezembro 2003; Vol. 290, No. 22


Portland, Ore. – Num dos mais abrangentes estudos para avaliar o risco de câncer de cólon, a equipe de pesquisadores liderada pelo Veterans Affairs (VA), National Cancer Institute e Harvard confirmaram que porções de fibras de cereais e vitamina D estão associadas à redução de riscos de pólipos no cólon, que podem levar à doença. O estudo foi publicado no jornal da Associação Médica Americana. O estudo, que incluiu mais de 3 mil veteranos de 13 centros médicos da VA, mostrou a evidência mais concreta de que a vitamina D – a vitamina do sol – pode ter um papel na prevenção do câncer colo-retal.

“A descoberta que pode surpreender a comunidade científica é o dado sobre a vitamina D”, disse o pesquisador David Lieberman, médico, chefe de gastroenterologia do Centro Médico VA Portlancer e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon. “Níveis mais altos de vitamina D foram associados com o risco mais baixo de pólipos sérios no cólon. Havia alguns estudos sugerindo isso, mas nossos dados afirmam”.

 

No estudo, homens que consumiam quantidades mais altas de fibras – mais que 4 gramas por dia – e vitamina D – mais que 645 unidades internacionais (IU) por dia – eram significantemente menos propensos a ter pólipos de cólon, ou tumores, que são freqüentemente os precursores de câncer. Uma outra associação significante com o risco reduzido era o uso de drogas não-esteroidais anti-inflamatórias.

 

Homens que tomavam uma aspirina diariamente eram 2/3 mais propensos a ter um tumor. Lieberman disse que um estudo complementar será necessário antes de recomendar isto apenas para proteção contra tumores de cólon, devido ao potencial para efeitos colaterais sobre o tempo de vida de consumo de anti-inflamatório. Exercícios físicos, cálcio, ácido fólico e multi-vitaminas foram mostrados como benéficos para diminuir o risco. 

 

Olhando para fatores que aumentam o risco de câncer de cólon, a pesquisa possui ainda uma outra razão para parar de fumar: o tabagismo aumentou aproximadamente duas vezes o risco de ter um tumor ou pólipo benigno, que freqüentemente se torna câncer. O consumo de carne vermelha e álcool foi associado a um aumento maior do risco. Aumento de peso e colesterol não foi relacionado com risco de câncer neste estudo.

 

Câncer de cólon ou reto é a segunda forma mais mortal de câncer. Cerca de 55 mil americanos morrem da doença todos os anos. Também é considerado um dos tipos de câncer com maior possibilidade de prevenção, assim como há vários fatores alimentares que parecem desempenhar um papel protetor. Médicos recomendam uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras e baixo consumo de gordura animal, especialmente de carne vermelha. Nutrientes que parecem chave nesta dieta incluem cálcio, vitamina D, ácido fólico – vitamina B – e antioxidantes como vitamina E e selênio.

 

Separando a relativa importância destes nutrientes, restou aos pesquisadores um desafio. Lieberman disse que seu novo estudo é o maior a analisar um amplo leque de prováveis fatores de risco em pacientes sem histórico de doença de cólon. O estudo incluiu 3.121 veteranos, com idades entre 50 e 75 anos, que não tinham sintomas e que fizeram colonoscopias entre 1994 e 1997.

 

Lieberman disse ainda que as descobertas sustentam as diretrizes dietéticas atuais para a prevenção do câncer colo-retal. “Estes dados dão apoio a recomendações simples e seguras que podem reduzir o risco do câncer de cólon”, disse Lieberman. “Parar de fumar, reduzir o álcool e o consumo de carne vermelha, tomar multi vitaminas e fazer exercícios regularmente, além de consumir vitamina D, cálcio e fibras na sua dieta”. Ele acrescentou que as pessoas com histórico familiar de câncer de cólon devem ser intensivamente submetidas a exames de investigação diagnóstica e consultar seus médicos para aconselhamento.

 

Lieberman alertou contra o excessivo consumo de vitamina D, que pode ser tóxica em grandes quantidades e causar náuseas, constipação, fraqueza e outros sintomas. Entre as melhores fontes de alimentos, estão o óleo de fígado de bacalhau, salmão, cavaca, sardinhas e leite fortificado. Um tablete de fígado de bacalhau contém 1.360 IUs e o leite é fortificado com 400 IUs por cada quarto de leite.

 

A exposição ao sol acelera a produção de vitamina D no organismo, mas os pesquisadores não sabem ao certo como isso interage com a dieta para prover os níveis adequados para a proteção contra o câncer. Lieberman disse que suas descobertas podem estimular pesquisas para determinar como a exposição ao sol afeta o risco do câncer de cólon.

 

A vitamina do sol foi manchete em maio de 2002, quando cientistas mostraram, num estudo com animais, que os nutrientes trabalham para prevenir o câncer de cólon através da neutralização dos efeitos tóxicos dos produtos digestivos do próprio organismo. Mas a vitamina D tem sido geralmente preterida como protetora do câncer de cólon pelo cálcio, cuja vitamina D ajuda no funcionamento do organismo. Em um estudo de 1999, com 832 pacientes, os suplementos de cálcio tiveram um efeito protetor modesto contra tumores colo-retais. No estudo de Lieberman, o cálcio sozinho mostrava apenas um efeito benéfico menor. 

 

O novo estudo valida a importância do diagnóstico precoce para o câncer colo-retal. Mais de um em 10 voluntários mostraram evidências de um tumor avançado, mesmo entre os que não tinham histórico de problemas de cólon e nenhum sintoma antes do teste.  Num artigo de julho de 2000, no New England Journal of Medicine, baseado no mesmo conjunto de dados, a equipe de Lieberman comparou o uso da colonoscopia com o da sigmoidoscopia como uma ferramenta de detecção primária para o câncer colo-retal. Naquela análise, a sigmoidoscopia – menos extensiva, mas usada freqüentemente para examinar apenas a parte baixa do cólon – perdeu 1/3 de lesões sérias detectadas pela colonoscopia.

 

 A pesquisa de Lieberman foi financiada pelo Programa de Estudos Cooperativos do Veterans Affairs, e envolveu colaboradores do VA, do National Cancer Institute and Harvard School of Public Health.

 
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