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Philip Morris tentou esconder ligação entre fumo e morte de bebês (8/3/2005)
ACTBR

07.03.2005

EUA- A empresa de tabaco Philip Morris tentou minimizar as provas que mostram a existência de ligações diretas entre a fumaça do cigarro e a síndrome da morte súbita nos bebês, segundo publica nesta segunda-feira a revista Pediatrics.

A publicação divulga um novo estudo, feito por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e pelos Centros para o Controle das Doenças (CDC), que dá novas pistas sobre as tentativas da indústria do tabaco de levantar dúvidas em torno dos efeitos prejudiciais do fumo.

Neste caso, os efeitos prejudiciais se referem à ligação entre a fumaça durante e depois da gravidez e à síndrome da morte súbita nos bebês.

Os pesquisadores da UCSF mostram com esta análise que, entre outros, os executivos da Philip Morris contrataram um consultor para que escrevesse um artigo sobre as causas desta síndrome.

Quando o artigo concluiu que a fumaça do cigarro efetivamente tem relação com a síndrome, a Philip Morris convenceu o autor a modificar suas conclusões originais de modo a levantar dúvidas.

Publicado em 2001 num conceituado jornal médico, o artigo em questão foi citado pelo menos 19 vezes em outros jornais científicos, o que significa que os especialistas o levaram a sério, servindo para despistar médicos e departamentos de saúde pública.

Segundo Stanton Glantz, diretor da análise publicada hoje, as companhias de tabaco "seguem a estratégia de exercer uma sutil, mas importante, influência nas pesquisas".

Uma influência que, segundo Glantz, está destinada a despistar a literatura médica para que vá na "direção errada".

O relatório se baseia em documentos na época secretos que a indústria teve de apresentar por causa do emblemático acordo legal de 1998 com 46 estados dos Estados Unidos.

A polêmica acerca da hipótese de as companhias estarem mentindo ou não sobre as conseqüências do consumo de cigarro é o foco da disputa judicial entre as empresas de tabaco e o governo americano.

Além de pôr o dedo na ferida no que diz respeito ao tabaco, o estudo da UCSF lamenta a inconsistência dos jornais médicos e científicos no que se refere a conflitos de interesses.

EFE chg an/dk

Fonte: http://br.news.yahoo.com/050307/40/sbqn.html

 
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