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Netos de mulheres que fumaram na gravidez têm risco dobrado de asma (13/4/2005)
ACTBR

WASHINGTON - Uma criança cuja avó materna tenha fumado quando estava grávida pode ter risco dobrado de desenvolver asma na infância, comparada a uma criança sem este antecedente, revela um estudo publicado hoje na revista médica "Chest".

O estudo foi elaborado por pesquisadores da Escola de Medicina Keck, na Universidade do Sul da Califórnia, e sugere que os efeitos danosos do tabaco sobre os pulmões podem chegar alcançar duas gerações, chegando aos netos, ainda que a mãe não pareça ter sido afetada.

- Este é o primeiro estudo que mostra que, se uma mulher fuma na gravidez, tanto seus filhos como netos têm probabilidade maior de sofrer asma - sustentou o responsável pelo estudo, o professor de medicina preventiva Frank Gilliland.

Os pesquisadores da Keck entrevistaram os pais ou tutores de 908 crianças do Sul da Califórnia, que participaram de um estudo de saúde infantil com crianças e adolescentes com menos de 16 anos.

Dos participantes, 338 haviam apresentado asma antes dos 5 anos de idade e 570 padeciam da doença. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde, 17 milhões de pessoas - ou 6,5% da população americana - sofrem de asma. Desses, 5 milhões são crianças. A asma afeta ligeiramente mais os negros (5,8%) do que os brancos (5,1%). A cada ano, a doença mata 5 mil pessoas. Ainda que pouco freqüentes, as mortes estão crescendo. De 1975 a 1979, foram 8,2 mortes para cada 100 mil pessoas. De 1993 a 1995, foram 17,9 por cada 100 mil.

O estudo da Keck mostrou que as crianças cujas mães fumaram durante a gravidez tinham probabilidade 50% maior de desenvolver asma nos primeiros anos de vida do que as crianças cujas mães não fumaram durante a gestação.

As crianças cujas avós fumaram durante a gravidez apresentavam uma probabilidade 2,1 vezes maior de desenvolver asma.

- Suspeitamos que, quando a mulher grávida fuma, o tabaco pode afetar o DNA mitocondrial do feto e, se é uma menina, suas células reprodutivas futuras também - disse Gillilland.

O DNA mitocondrial é um tipo de material genético residual que fica numa estrutura celular no citoplasma, a mitocôndria, não no núcleo. Por isso, esse DNA é passado por linhagem materna de geração em geração, mudando muito pouco.

- Por agora, podemos apenas conjeturar que o dano afeta o sistema imunológico da criança e aumenta sua suscetibilidade à asma, o que depois pode passar a seus próprios filhos.

Fonte: Globo Online - 11 de abril de 2005

 
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