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Lauren Bacall, por favor II (22/1/2005)
ACTBR

O colunista J P Coutinho autor do polêmico artigo "Lauren Bacall, por favor", respondeu a carta enviada pela Mônica Mulser Parada (publicada aqui no site da RTZ juntamente com outras cartas enviadas). Novas cartas foram enviadas ao Sr. jovem colunista. Veja logo após a resposta dele, mais uma carta enviada por integrantes da RTZ.

"Cara Mónica Mulser Parada,

Obrigado por sua mensagem. A propósito do último texto, recebi mais de mil e-mails (não estou brincando). Mas poucos com seu grau de informação (e preocupação).

Primeiro, Robert Proctor. É um fato que Proctor é militante anti-fumo e que «The Nazi War on Cancer» pretende ser retrato das descobertas científicas nazistas na luta contra o fumo - e o câncer. Porém, meu texto pretendia denunciar a desumanização que as campanhas antitabagistas veiculam - uma tática iniciada pelo Terceiro Reich, como Proctor afirma, na década de 1930. Pessoalmente, não
creio que seja legítimo desumanizar os fumantes, humilhando seus hábitos com referências chocantes. Sobretudo quando a origem moderna dessas campanhas está associada a Hitler e à Alemanha de 1933.

Segundo, não nego - e não neguei - os efeitos do tabaco. Disse apenas - e disse como fumante - que apesar do tabaco fazer mal (como dezenas e dezenas de outros hábitos nossos), quando fumo me sinto mais calmo, mais interessante e até mais inteligente. Existe aqui um misto de ironia e subjetividade, como em tudo.

De resto, não acredito que seja possível a criação de uma sociedade ideal, perfeita e higienicamente «limpa». Como português e europeu, e com um século 20 que me escuso a comentar, ideias utópicas de perfeição radical sempre me provocaram o maior horror. A primeira forma de amar os seres humanos é compreender e tolerar suas falhas.

Melhores cumprimentos e um abraço transatlântico.

JPC"

Carta enviada pela Valéria de Jorge: 

"Sr Coutinho,

Diante de sua reportagem referente ao fumo é impossível não haver uma manifestação daqueles que diariamente lidam com vítimas de uma indústria que por mais de meio século vendeu uma grande mentira.

Todos os grupos que atuam na prevenção, controle  e tratamento do tabagismo (considerado e classificado pela OMS como doença crônica e como tal deve ser tratada) são muito claros nos seus propósitos: contra o cigarro e nunca contra o fumante. Este, por sua vez, como qualquer outro dependente químico, tem como princípio resistir num primeiro momento, a estes movimentos, questionando pesquisas e dados científicos. Perfeitamente compreensível diante de uma situação de completa frustração e fracasso nas tentativas de abandono do cigarro. Que profissional em seu consultório nunca ouviu exemplos de “avós que fumaram 40 anos e nada aconteceu” ou “a rodinha dos fumantes é muito mais divertida” etc...

Custa-me crer que o Sr como jornalista seja uma pessoa mal informada ou tenha a intenção de “desinformar” mas talvez alguém como milhões no mundo inteiro que não consigue se libertar desta grande mentira.

Atenciosamente,
Valéria de Jorge 
Psicóloga do Programa de Tratamento do Tabagismo 
Hospital Sírio-Libanês, São Paulo


 

 
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