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Só 7% não querem parar de fumar, diz Incor (29/5/2005)
ACTBR

Fonte: Folha de São Paulo, Cotidiano, 25 de maio de 2005

CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Pesquisa inédita realizada pelo Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo) mostra que só 7% dos fumantes paulistanos entrevistados não querem parar de fumar. Em média, 67% dos entrevistados têm plano de deixar o vício. Desses, 30% dizem que estão prontos para abandonar o cigarro logo.
O estudo envolveu 1.825 pessoas, que foram entrevistadas durante uma campanha antitabagista ocorrida no ano passado em 15 pontos da cidade de São Paulo -shoppings, clubes e parques públicos. Dos participantes da pesquisa, 47% eram homens e 53%, mulheres.
Para a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor e coordenadora da pesquisa, a maioria das pessoas quer parar de fumar, mas não encontra locais de atendimento para auxiliá-los nessa empreitada.
O Incor, por exemplo, que é um centro de referência no tratamento de fumantes, tem uma fila de espera de mais de seis meses. Na Unifesp (Escola Paulista de Medicina), a espera supera um ano.
Issa diz que o maior problema é o acesso à terapia -medicamento, adesivos e gomas de mascar-, que custa em média R$ 150 por mês. "O cara que fuma um maço por dia gasta, em média, R$ 60 por mês", compara a médica.
A pesquisa mostra que, quanto mais dependente for o fumante, maior é a quantidade de cigarros consumida diariamente e há mais tempo ele quer largar o vício. Fumantes que consomem 31 cigarros ou mais por dia têm o vício há 26 anos, em média. Já os que consomem até dez cigarros diários fumam há 14 anos, em média.
"Fumantes há menos tempo têm maior facilidade para passar intervalos sem cigarro. Já não é assim com os mais velhos, que fumam há mais tempo", diz Issa.
Segundo o estudo, fumantes há 20 anos ou mais não abrem mão do cigarro nem quando estão de cama. Já os que fumam há menos tempo deixam o cigarro de lado quando adoecem, por exemplo.
O número de cigarros consumidos também tem relação com o nível de monóxido de carbono expelido pelo fumante. Essa medida indica quanto o fumante está intoxicado. De acordo com a pesquisa, fumantes de dez ou menos cigarros por dia têm concentração de monóxido de carbono igual a 14 ppm.
O nível sobe para 31 ppm nos fumantes de 31 cigarros ou mais por dia. Aqueles que apresentam níveis entre 11 e 72 ppm são considerados fumantes crônicos.
"Quanto maior a concentração de monóxido de carbono, maior o mal-estar que o fumante sente", declara Issa.

Campanha
Para marcar o Dia Mundial sem Tabaco, o Incor, com apoio da Pfizer, lança a campanha "Pare de Fumar numa Boa", no próximo dia 31, no Hospital das Clínicas de São Paulo.
Durante quatro semanas, a campanha passará por locais de grande circulação da cidade, como o Masp (Museu de Arte de São Paulo), o parque da Água Branca e o próprio HC.
Em duas tendas, o público poderá perceber a diferença entre a casa de fumantes e a de uma família livre do cigarro.
Um médico de plantão dará orientações sobre como o tabagismo pode ser tratado.
Além de tirar dúvidas, os fumantes poderão também medir o nível de monóxido de carbono. Por meio de um questionário, eles conhecerão ainda o seu grau de dependência.

 
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