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Bill Gates e Michael Bloomberg unem-se para combater a epidemia global de tabagismo (23/7/2008)
PRNewsWire

NOVA YORK, 23 de julho /PRNewswire/ -- Michael Bloomberg e Bill Gates anunciaram hoje esforços conjuntos para combater a epidemia global do tabagismo. Um investimento conjunto de US$ 500 milhões ajudará os governos de países em desenvolvimento a implementarem políticas aprovadas e aumentar os fundos para o controle do tabagismo. A menos que sejam tomadas medidas urgentes, cerca de um bilhão de pessoas neste século -- mais de dois terços nos países em desenvolvimento -- podem morrer devido a doenças causadas pelo tabaco. Paula Johns, diretora-executiva da Aliança Brasileira de Controle do Tabagismo, e o jornalista Charlie Rose juntaram-se a Bloomberg e Gates para esse anúncio.

A Iniciativa para reduzir o tabagismo lançada por de Bloomberg, que foi estabelecida em 2005 e inclui um investimento de US$ 125 milhões, será prorrogada com um novo investimento, em quatro anos, no valor de US$ 250 milhões. Isso posiciona o investimento total de Bloomberg, até hoje, em mais de US$ 375 milhões.

A Fundação Bill e Melinda Gates anunciou que investirá US$ 125 milhões ao longo de cinco anos para combater a epidemia de tabagismo, incluindo uma doação de US$ 24 milhões para a Iniciativa de Bloomberg. Além da doação para Bloomberg, a Fundação Gates apoiará esforços adicionais para reduzir as altas taxas de tabagismo em países como a China e a Índia, assim como ajudará a prevenir que a epidemia de tabagismo estabeleça-se na África.

A Iniciativa de Bloomberg apóia projetos que aumentam o imposto sobre o tabaco, a mudança na imagem do tabaco, a proteção de não-fumantes da exposição à fumaça gerada por outras pessoas e a ajuda para que as pessoas parem de fumar. A iniciativa apóia esforços do setor público para educar e defender a mudança e um sistema rigoroso de monitoramento do uso e das políticas contra o tabagismo. O financiamento da Fundação Gates para Bloomberg acelerará a implementação do pacote MPOWER de estratégias comprovadas para controle do tabagismo e criará evidências econômicas que apóiam o controle do tabagismo durante os próximos dois anos.

"Quando anunciei essa iniciativa, eu disse que esperava que outros se juntariam a nós", disse Bloomberg. "Estou muito satisfeito que Bill e Melinda Gates estão apoiando um dos mais importantes esforços de saúde pública da nossa época. Nossos empenhos ajudarão os governos a confrontar a epidemia de tabagismo implementando o pacote aprovado chamado MPOWER. Isso significa garantir a existência de programas de controle do tabagismo com bons funcionários, conduzindo campanhas incisivas de informações ao público, criando locais públicos abrangentes livres de cigarro e banindo a propaganda de cigarros."

"As doenças causadas pelo tabagismo tornaram-se um dos maiores desafios de saúde que os países em desenvolvimento enfrentam", disse Bill Gates, co- diretor da Fundação Gates. "A boa notícia é que nós sabemos o que é necessário para salvar milhões de vida e, onde os esforços são feitos, eles estão funcionando. Estamos satisfeitos em nos unirmos ao Prefeito Bloomberg, que tornou a luta contra o tabagismo uma prioridade na Cidade de Nova York e em todo o mundo."

Bloomberg e Gates conclamaram líderes governamentais e homens de negócios a tornar a luta contra o tabagismo uma prioridade principal ao aumentar os recursos para o controle do tabagismo e implementar políticas aprovadas para reduzir o uso do tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 3,9 bilhões de pessoas vivem em países de baixa e média renda que gastam menos de US$ 20 milhões de dólares por ano em conjunto no controle do tabagismo. Atualmente, esses mesmos países arrecadam mais de US$ 66 bilhões em impostos sobre o tabaco.

Quando a Cidade de Nova York baniu o fumo em 2002, apenas um estado e nenhum país havia feito o mesmo. Hoje em dia, muitos estados e países baniram o fumo. Histórias de sucesso quanto ao controle do tabaco estão surgindo em todo o mundo:

-- 24 estados (incluindo os estados de Nova York e Washington) e o Distrito de Colúmbia agora têm leis vigentes que obrigam os restaurantes e bares a serem 100% livres do cigarro.

-- O Uruguai, o Reino Unido, a França, a Nova Zelândia, a Itália e a Irlanda são todos países livres do cigarro.

-- Cidades como a Cidade do México, no México; Abuja, na Nigéria; Pequim, na China; e outras cidades olímpicas estão implementando leis e regulamentações para proibir o cigarro.

-- O Uruguai, a Turquia e outros países estão implementando as políticas abrangentes de controle do tabagismo do pacote MPOWER.

-- O Egito recentemente aumentou seus impostos sobre o cigarro.

-- O Brasil e outros países estão usando advertências gráficas em maços de cigarros para alertar o público sobre os efeitos do tabagismo.

-- As autoridades nas Filipinas decretaram o banimento da propaganda de cigarros sob todas as formas na mídia.

No início deste ano, Bloomberg e a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, anunciaram o pacote baseado em evidências das Nações Unidas, chamado MPOWER para ajudar os governos a adotar as medidas mais efetivas para combate ao tabagismo. Apesar de o MPOWER ter conseguido diminuir rapidamente o tabagismo e salvar vidas na Cidade de Nova York e em outros lugares, menos de cinco por cento da população mundial está ao alcance de quaisquer das intervenções do MPOWER.

Os seis componentes do pacote MPOWER são: Monitorar o tabagismo e as políticas para preveni-lo Proteger as pessoas da fumaça do cigarro Oferecer ajuda às pessoas para desistirem do uso do cigarro Fazer advertências sobre os perigos do cigarro

Fazer cumprir proibições na propaganda, na promoção e no patrocínio do tabagismo.

Aumentar impostos sobre o cigarro

"Bill e eu queremos salientar a enormidade do problema e catalisar um movimento global dos governos e da sociedade civil para evitar a epidemia do tabagismo", disse Bloomberg. "Desafiamos os governos a demonstrarem liderança para implementar medidas de controle do tabagismo, como um número cada vez maior deles está fazendo, e para aumentar os fundos destinados a esses esforços."

Histórico do tabagismo

-- Há mais de um bilhão de fumantes no mundo atualmente (mais de um entre cada quatro adultos), e o cigarro mata mais pessoas do que qualquer outra agente único.

-- O fumo mata a metade dos fumantes, a menos que eles deixem de fumar, e muitos tornam-se incapacitados devido ao tabagismo. As pessoas que morrem devido ao tabagismo perdem em média de 10 a 15 anos de vida. O fumo passivo causa doenças pulmonares, câncer, bebês de menor peso e maior mortalidade infantil, além de outros problemas naqueles que ficam expostos ao cigarro.

-- Mais de cinco milhões de pessoas morrem devido ao tabagismo todos os anos -- mais do que de AIDS, tuberculose e malária juntos. Neste século, a menos que se tomem ações urgentes, o cigarro pode matar mais de um bilhão de pessoas.

-- Mais de 80 por cento das mortes relacionadas ao cigarro acontecerão em países com renda baixa e média, até o ano de 2030.

- Os domicílios mais pobres em Bangladesh gastam com o tabagismo quase dez vezes o que gastam em educação.

- Os custos médicos do tabagismo empobrecem mais de 50 milhões de pessoas na China; com 350 milhões de fumantes -- um terço do total mundial -- China apresenta cerca de um milhão de óbitos por cigarro a cada ano.

- Os indonésios gastam em média 2,5 vezes mais em cigarros do que em educação e 3,2 vezes mais em cigarros do que em saúde. Tradicionalmente vista como prática inaceitável, o tabagismo entre mulheres indonésias agora é visto como moderno e em voga, especialmente nas grandes cidades.

- a taxa de mortalidade de prematuros relacionada ao tabaco na Índia aumente de 700.000 bebês anualmente para 930.000 até o ano 2010, sendo que os cigarros com sabor atualmente equivalem a 77 por cento do mercado de tabaco fumado. Estudos indicam que fumantes de cigarros com sabor têm cinco a seis vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de pulmão do que não-fumantes.

-- A efetividade das intervenções sobre o controle do tabagismo está bem- estabelecida através de rigorosos estudos científicos; a implementação de programas aprovados pode reduzir as taxas de uso de cigarros onde elas são altas, e evitar um aumento onde as taxas são baixas.

Sobre a Iniciativa de Bloomberg

-- A Iniciativa para redução do tabagismo lançada por Bloomberg apóia os esforços do setor público e da sociedade civil para implementar estratégias aprovadas no controle do tabagismo em países com renda baixa e média, principalmente a China, a Índia, a Indonésia, a Federação Russa e Bangladesh.

-- A Iniciativa de Bloomberg apóia programas de treinamento, oficinas de jornalismo, desenvolvimento interno nos países de campanhas educativas públicas da mídia, a formação de capacitação e o monitoramento global através de um relatório da OMS sobre políticas sobre tabagismo específicas dos países e uma pesquisa com base na população, de domicílio a domicílio sobre a prevalência do tabagismo.

-- Um aspecto da Iniciativa de Bloomberg é fornecer fundos para controle do tabagismo para países de renda baixa e média através de um programa de doações competitivas (http://www.tobaccocontrolgrants.org/); mais de 125 doações foram feitas a 36 países

-- A Iniciativa para redução do tabagismo lançada por Bloomberg é implementada através de cinco organizações parceiras: a Campaign for Tobacco Free Kids (Campanha para as crianças livres do cigarro), a Centers for Disease Control and Prevention Foundation (Fundação dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças), a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (Escola de saúde pública Johns Hopkins Bloomberg), a Organização Mundial da Saúde e a World Lung Foundation.

Controle do tabagismo na Cidade de Nova York

-- O programa de controle do tabagismo na Cidade de Nova York incluiu um aumento nos impostos sobre cigarros, tornando praticamente todos os locais de trabalho livres do cigarro, realizando campanhas educativas públicas incisivas, ajudando fumantes a abandonarem o cigarro e rigorosamente monitorando as taxas de tabagismo e os resultados do programa.

-- Nos dez anos antes de o programa ser implementado na Cidade de Nova York, não houve diminuição nas taxas de fumantes. Entre 2002 e 2007, sob a liderança de Bloomberg, o programa abrangente da Cidade de Nova York reduziu o fumo entre os adultos em 300.000 fumantes, de 21,6% para 16,9%, evitando 100.000 mortes nos anos seguintes. O fumo entre adolescentes diminuiu de 17,6 por cento em 2001 para 8,5 por cento em 2007, um nível quase dois terços menos do que a última taxa de tabagismo nacional disponível entre adolescentes.
 

 
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