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Convênio contra o Cigarro pode salvar 140 milhões de pessoas (2/12/2004)
Virginia Prado

01.12.2004

GenebraA entrada em vigor do Convênio internacional contra o tabagismo, em
28 de fevereiro de 2005, abre as esperanças de salvar 140 milhões de vidas
nos quarenta países que por enquanto ratificaram o documento, afirmou nesta
quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesses países há 282 milhões de fumantes, sendo que pelo menos a metade
morrerá por causa de doenças relacionadas com o consumo de tabaco, segundo
cálculos do organismo internacional.

Graças à ratificação do Peru, que se tornou o 40o. Estado a assinar, o
Convênio Marco para o Controle do Cigarro adquirirá valor e força de norma
internacional em noventa dias.

Cinco milhões de pessoas morrem anualmente em conseqüência do tabagismo, mas
se estima que esta cifra pode se duplicar em vinte anos se não for possível
reduzir os níveis atuais de consumo nos próximos anos.

Cerca de 1,3 bilhão de pessoas são viciadas em tabaco no mundo, mas a
tendência indica que esta cifra aumentará até 1,7 bilhão se não forem
tomadas medidas efetivas para diminuir o consumo.

A responsável da equipe de luta contra o tabagismo na OMS, a brasileira Vera
Luiza Costa, rebateu as acusações da indústria tabacaria, que assegura que o
referido Convênio acabará com milhares de empregos e obrigará a destruição
de grandes plantações de tabaco nos países em desenvolvimento produtores.

Ela sustentou que entre os países que ratificaram o instrumento
internacional há vários com grandes interesses econômicos no setor do
tabaco, como o Japão, produtor, exportador, importador e consumidor deste
produto.

Índia e Paquistão, como produtores e consumidores, além de França, como
exportadora, importadora e com uma taxa elevada de consumo, se comprometeram
a introduzir as disposições do tratado em suas legislações nacionais.

A especialista afirmou que os casos destes países podem ser utilizados por
outros governos para convencer seus parlamentos da necessidade de ratificar
o Convênio e que isto não significará em nenhum caso a ruína de suas
indústrias do tabaco, mas um avanço na defesa da saúde pública.

Costa explicou que mesmo que a campanha contra o tabagismo tenha êxito em
nível mundial, o consumo continuará aumentando devido ao crescimento
demográfico.

Fonte: EFE
http://br.news.yahoo.com/041201/40/plbq.html

Virginia Prado
Regional Coordinator (Portuguese)
GLOBALink
 
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