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Fumantes custam R$ 12 milhões (19/1/2005)
ACTBR

Darse Júnior
Da equipe do Correio


16.01.2005
Brasil - Os danos causados pelo tabaco não se limitam à saúde. Atingemtambém os cofres públicos. O fumo causa um prejuízo mensal de R$ 9 milhões para o Governo do Distrito Federal. Por mês, R$ 12 milhões são gastos no tratamento médico-hospitalar de fumantes. A arrecadação tributária para esta finalidade, entretanto, se restringe a R$ 3 milhões.

Pela estimativa da Coordenadoria do Programa de Controle do Câncer e Tabagismo da Secretaria de Saúde, o montante creditado poderia dobrar com o fim do contrabando. Metade dos cigarros comercializados na capital é ilegal e, por isso, não é taxada.

Para orientar o combate ao fumo, a Secretaria de Saúde organiza um
levantamento detalhado sobre os gastos com doenças tabaco-relacionadas. O estudo, que está em fase de conclusão, mostrará a radiografia do tabagismo na capital federal, com o número de fumantes por região administrativa, as principais doenças relacionadas ao tabaco, o número de mortes e o custo discriminado com internação, medicamento e mão de obra. Alguns dados, porém, já foram consolidados.

Há 400 mil fumantes no Distrito Federal. O número equivale a 17% da
população. Em termos percentuais, o índice representa um avanço. Em 1997, quando a Secretaria de Saúde criou o Programa de Combate ao Tabaco, os fumantes representavam 39% da população da capital federal, 390 mil pessoas entravam para a estatística. Apesar da melhora percentual, o cigarro continua sendo um dos principais causadores de morte em Brasília. Só em 2003, 2.406 indivíduos morreram vítima doenças derivadas do tabaco. O número
é quatro vezes maior que as mortes por acidente de trânsito no mesmo ano - 512 vítima fatais.

Podemos afirmar com toda certeza que o tabaco é a maior causa de mortes evitáveis não só em Brasília, mas no mundo, destaca o coordenador do Programa de Controle do Câncer e Tabagismo da Secretaria de Saúde, o médico pneumologista Celso Antônio Rodrigues da Silva. Para diminuir o número de fumantes, a maior arma é a informação. O governo trabalha em duas frentes. A primeira é a prevenção nas escolas, postos de saúde e empresas. A outra é a
disponibilização de assistência para os fumantes que desejam parar de fumar.

Ação das crianças
Os educadores e funcionários das escolas recebem orientações sobre os prejuízos do cigarro e repassam para os alunos. Só em 2004, 363 professores e 503 servidores de 130 escolas participaram do curso. A estimativa da secretaria é de que mais de 40 mil crianças foram conscientizadas em 2003 e 2004. As crianças trabalham como vetores de informação dentro das famílias no combate ao tabagismo, explica a responsável pelo trabalho de prevenção nas escolas, Fanny Ribeiro da Silva.

A assistência médica para as pessoas que desejam parar de fumar é oferecida em 21 pontos (leia quadro acima). Os interessados e recebem gratuitamente o acompanhamento de uma equipe formada por um médico, um assistente social, um nutricionista e um psicólogo. Os medicamentos como antidepressivos e repositores de nicotina por adesivo ou goma de mascar também são doados.

Os participantes são organizados em grupos de 15 a 20 pessoas, que se encontram uma vez por semana durante quatro semanas. As reuniões duram, em média, uma hora e meia. Para o tratamento funcionar, a força de vontade é fundamental. Temos alcançado um índice de recuperação de 80%, afirma Celso Rodrigues.

Entre os participantes de um desses grupos está o marceneiro José Ribamar de Oliveira, 57 anos. Fumante há 35 anos, ele já perdeu a conta das vezes que tentou largar o vício. Não agüento nem um dia, lamenta. Depois que começou a sentir os primeiros sintomas do excesso de nicotina no organismo, como a dificuldade em respirar e as tosses constantes, ele decidiu entrar para o programa antes que fosse tarde. Agora vou conseguir, acredita.

Justiça
Para amenizar o impacto do tabagismo na economia local, a Secretaria de Saúde, em parceria com o Ministério Público, estuda a possibilidade de entrar na Justiça para cobrar o prejuízo dos fabricantes de cigarros. O levantamento, em fase de consolidação, servirá para embasar a ação judicial.

A intenção é creditar aos empresários o custo do tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao tabaco.

Constantemente os fabricantes de cigarro são processados. De acordo com a Souza Cruz, maior indústria tabagista no país, desde 1995, foram propostas 396 ações no Brasil contra a empresa. Desse total, 189 decisões já foram proferidas, sendo 181 favoráveis aos empresários e oito contra.

Em seu site oficial, o conglomerado defende-se dos críticos: O negócio da Souza Cruz não é persuadir pessoas a fumar, mas sim oferecer marcas de qualidade a adultos que já decidiram pelo consumo de cigarros e preferem consumir seus produtos, em detrimento da marcas concorrentes e dos diversos produtos ilegais no mercado. A empresa alerta ainda no endereço eletrônico os riscos do tabaco. De qualquer forma, o único modo de se evitar completamente os riscos associados ao consumo de cigarro é escolher não
fumar, destaca.

Fonte: http://noticias.correioweb.com.br/ultimas.htm?codigo=2627143
 
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