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Locais livres da fumaça: um direito de todos (26/8/2008)
MS Notícias

http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=285212

Data: 25/08/2008

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Dia Nacional de Combate ao Fumo, a ser comemorado em 29 de agosto, alerta a população para os males do tabagismo passivo. Esta é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, superada apenas pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) estipulam que lugares públicos e ambientes de trabalho sejam 100% livres de fumaça do tabaco. Tais diretrizes devem ser adotadas pelo Brasil e pelos demais países que ratificaram o tratado internacional da OMS que pretende frear a expansão do tabagismo pelo mundo.

 

As orientações do documento reforçam o fato de que ventilação e filtragem do ar não são suficientes para reduzir a exposição passiva aos malefícios da fumaça. A ciência já demonstrou que a fumaça de derivados do tabaco liberada em recintos coletivos é cancerígena e tóxica para seres humanos e que não fumantes respiram os mesmos elementos tóxicos da fumaça inalados por fumantes ativos.

 

Pessoas que trabalham onde é permitido fumar, ao fim do dia, poderão ter respirado o equivalente a dez cigarros, o que aumenta em cerca de duas vezes o risco de infarto do miocárdio e em seis vezes o risco de câncer de pulmão. Garçons não fumantes expostos à fumaça em bares e restaurantes apresentam, em média, o dobro de chance de desenvolverem câncer de pulmão do que não fumantes não expostos à fumaça ambiental do tabaco.

 

Doenças Ocupacionais

 

Um restaurante ou bar, ao permitir o fumo em seu estabelecimento comercial, está descumprindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê no artigo 157 a proteção do trabalhador em relação a doenças ocupacionais. Some-se a isso a norma regulatória 09, do Departamento Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho, que estabelece a obrigatoriedade da implementação de um programa de prevenção de riscos ambientais.

 

Os males do tabagismo passivo consistem na irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento dos problemas alérgicos e cardíacos até efeitos de médio e longo prazo. Pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de aterosclerose.

 

Crianças expostas à fumaça do tabaco podem desenvolver doença cardiovascular quando adultas, infecções respiratórias e asma brônquica. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina por meio do leite materno. A substância produz intoxicação, podendo ocasionar agitação, vômitos, diarréia e taquicardia, principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

 

Os dois componentes principais da Fumaça Ambiental do Tabaco (FAT) são a fumaça inalada pelo fumante, chamada de corrente primária, e a fumaça que sai da ponta do cigarro, a corrente secundária. Esta última é o principal componente da FAT, formada em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco.

 

Algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontrados em quantidades mais elevadas na corrente secundária.

 

Tabagismo no Brasil

No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo.
Hoje, 16% da população brasileira adulta é fumante. Isso representa uma diminuição de quase 50% no número de fumantes desde 1989.
Os homens apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes que as mulheres.
A concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo.
O cigarro brasileiro é o 6º mais barato do mundo.
Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde são atribuídos a doenças relacionadas ao consumo do tabaco. Somente com esses dois procedimentos, o governo gasta R$ 338,6 milhões.
Tabagismo no Mundo

O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
A OMS estima que 1 bilhão e 200 milhões de indivíduos no mundo sejam fumantes.
Os homens também apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais. Esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030.
Doenças Associadas ao Uso dos Derivados do Tabaco

 

 

São mais de 50 doenças relacionadas ao consumo do tabaco. O tabagismo está relacionado a:

25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;
45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
90% dos casos de câncer no pulmão;
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);
25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
O tabagismo ainda pode causar: impotência sexual no homem, complicações na gravidez, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo e infecções respiratórias.

 

Estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco dez vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, cinco vezes maior de sofrer infarto, cinco vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral.

 

Depois que um fumante deixa de fumar:

Após 20 minutos, a pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal;
Após duas horas, não há mais nicotina circulando no sangue do ex-fumante;
Após oito horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;
Após dois dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já percebe melhor o sabor da comida;
Após três semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;
Após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio já foi reduzido à metade;
Após cinco a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.
 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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