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Pneumologista defende "fumo zero" em restaurantes (13/11/2007)
Fabiana Fregona

fonte: Folha de S.Paulo - Cotidiano - 11/11/2007

Professor da Unifesp afirma que não é possível diferenciar efeitos nocivos na saúde entre fumantes passivos e ativos

Conviver com usuários de cigarros traz risco de agravar doenças respiratórias e até provocar casos de câncer de pulmão, alerta médico

DA REPORTAGEM LOCAL

Para Clystenes Soares Silva, professor de pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), só há uma solução para acabar com o incômodo e os danos à saúde aos não-fumantes: banir o cigarro dos locais públicos fechados, como em países da Europa.
No Brasil, existe uma lei federal que proíbe o fumo "em recinto coletivo, privado ou público", mas é rotineiramente desrespeitada. A lei 9.294/96 só permite o tabaco "em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".
Silva, que defende o "fumo zero" em bares e restaurantes, ressalta que "fumante é fumante, seja passivo ou ativo".
Isso significa que o fumante ativo pode sofrer as conseqüências do vício de forma mais intensa, mas o fumante passivo não está ileso. "É patético estar num local de não-fumantes e, na mesa ao lado, haver fumantes. É algo ilusório", diz.
De acordo com ele, o Brasil possui entre 22% e 23% de fumantes. "A maioria não fuma. Não pode uma minoria atrapalhar tantas pessoas", afirma.
Oliver Nascimento, pneumologista da Unifesp, reforça que o tabagismo passivo traz inúmeras conseqüências negativas para a saúde. "As pessoas têm mais chance de ter tosse. Quem sofre de asma ou bronquite pode ter crise, ficar com dor no peito, chiado e falta de ar. Já quem possui rinite alérgica pode ficar com o nariz obstruído ou coriza", afirma. Podem ainda ter câncer de pulmão ou infarto agudo do miocárdio.

Livre de tabaco
Clientes divergem sobre a questão de livrar os restaurantes do tabaco. A exportadora Vera Medeiros não suporta fumaça de cigarro e, muitas vezes, sente incômodo nesses estabelecimentos. "Evito ir a lugares onde se fuma muito. Mas abro exceções, pelos amigos." Ela reclama que a roupa fica cheirando fumaça e os olhos ficam secos. A também exportadora Simone Fernandes, fumante, acha que deve haver espaço igual para os dois grupos. "Se um local que freqüento virasse um ambiente livre de tabaco, deixaria de ir. O fumante não pode ser discriminado."

 
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