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Pela valorização da fumicultura (10/6/2008)
Fabiana Fregona

fonte: Gazeta do Sul - 09/06/08

Quando tantas iniciativas se voltam contra o fumo, quando tantos vêem somente um lado da questão, quando muitas injustiças se cometem contra um setor, estamos levantando a voz de quem vive a realidade e exige respeito por um segmento que muito já fez e faz pelo País. Estamos falando de uma cadeia produtiva que envolve 2,4 milhões de pessoas no Brasil, que é o segundo maior produtor mundial de fumo e o primeiro em exportações. Falamos de um setor que contribui com quase R$ 7 bilhões em impostos para o País, possibilitando muitas ações públicas em saúde, educação e tantas outras áreas do desenvolvimento social.

Referimo-nos a um exemplo de sistema integrado de produção, entre produtores e indústrias, em que aqueles (mais de 180 mil no Sul do País) optam pela cultura por oportunizar maior rentabilidade na pequena propriedade, viabilização do produtor minifundiário e da agricultura familiar, garantia de venda, assistência, seguro. Isto sem deixar de se dedicar à diversificação, especialmente com culturas de subsistência, incentivadas com programas como “Milho e Feijão”.

Destacamos um setor que, apesar do consumo de matéria-prima vegetal, é um modelo de preservação ambiental, pois 27,5% das propriedades dos fumicultores estão cobertas de florestas; e na principal região produtora, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, esta cobertura chega a 39,5%. Isto acontece graças a campanhas de reflorestamentos das empresas fumageiras e de ações socioambientais e de educação e sensibilização como o Projeto Verde é Vida, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), que, desde a sua criação em 1991, já distribuiu mais de 4 milhões de mudas de árvores e 85 mil livros de ecologia, alcançando 170 mil alunos e professores em 600 municípios do Sul do Brasil. Esta responsabilidade ambiental está presente também em programas de conservação de solo e água, de recolhimento de embalagens de agroquímicos e de redução do seu uso, que é um dos menores entre as culturas agrícolas.

Salientamos uma área que mostra responsabilidade social e se preocupa com a educação, tendo, desde 1998, um grande programa ­– “O Futuro é Agora”, que reúne o Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo) e a Associação dos Fumicultores (Afubra), com iniciativas de todas as empresas, atuando na erradicação de trabalho infantil e irregular e incentivando a permanência da criança na escola, minimizando a evasão. Propicia-se a jornada escolar ampliada nas escolas das regiões fumageiras, com novas opções de aprendizado, ações de preservação ambiental, esporte, lazer e promoção cultural.

Vemos, portanto, um segmento dos mais importantes do nosso País, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento econômico e social das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. Isto precisa ser devidamente avaliado, valorizado e divulgado. É preciso que se dê um basta a atitudes tendenciosas, unilaterais e vesgas que têm proliferado. Também aqui não há lugar para preconceitos, superficialidades e leviandades. Há de se reconhecer, certamente, problemas, mas os acertos e as qualidades, como as relatadas, devem receber o devido valor em todos os momentos e fazer justiça a um setor que nos orgulha.

José Alberto Wenzel/Prefeito de Santa Cruz do Sul

 
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