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Universidade gaúcha veta cigarro em suas dependências (12/6/2008)
Fabiana Fregona

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL596475-5604,00-UNIVERSIDADE+GAUCHA+VETA+CIGARRO+EM+SUAS+DEPENDENCIAS.html

Fumante tem de sair dos prédios da UCPel para fumar.
Instituição não pretende criar fumódromos, para não incentivar o vício.

Simone Harnik Do G1, em São Paulo entre em contato

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel) baniu o cigarro de seus prédios. Desde o último dia 30, ninguém está autorizado a fazer aquela pausa na aula para dar fôlego ao vício. Pelo menos, não nas dependências da instituição.

A decisão de acabar com o fumaça pelos corredores foi tomada pelo Conselho Universitário na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo. E segundo a integrante da comissão do Programa UCPel Mais Saudável, Clotilde Victória, o objetivo é promover a qualidade de vida da comunidade universitária.

“Não somos contra o fumante, somos contra o cigarro. Por isso é que não vamos abrir fumódromos”, explicou. Os agentes de portaria já estão treinados para abordar quem descumpre a nova regra. “O fumante recebe a orientação para que se retire e fume na rua. Tem havido uma resistência, mas é da minoria”, afirma a professora.

De acordo com a lei 9.294, de 1996, é proibido fumar em locais públicos fechados. Dentre esses locais se incluem as salas de aula e as bibliotecas. Só é permitido o cigarro em áreas como os fumódromos, destinadas aos fumantes, isoladas e com arejamento. Veja aqui a lei.

De acordo com o texto da lei, o cigarro só era proibido dentro da sala de aula, mas não nos corredores. “Sempre havia professores e alunos que ficavam do lado de fora fumando. Mas a fumaça se espalha, e acabava entrando na sala”, afirma Clotilde.

 Resistência dos fumantes

Nesta segunda-feira (9), a nova norma foi mais contestada na universidade, segundo Clotilde. “Tivemos uma chuva grande e as pessoas não podiam sair. Então, houve um número maior de abordagens”, diz.

Por enquanto, o programa não tem punição para o fumante que descumpre a regra. Mesmo assim, a professora afirma que a medida teve efeito e vem recebendo o aplauso dos não-fumantes.

Segundo a professora, todos os prédios da instituição foram visitados. “Temos o claro entendimento de que o uso do tabaco causa três tipos de malefícios: ao próprio fumante, aos outros, que também são afetados pela fumaça, e ao meio ambiente”, afirma.

A instituição oferece também acompanhamento para o estudante, professor ou funcionário que pretende parar de fumar. “Nossa idéia é, depois, oferecer ajuda também para a comunidade”, diz Clotilde.

 
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