Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

ENFISEMA PULMONAR: DOENÇA CRÔNICA CAUSADA PELO CIGARRO EXIGE TRATAMENTO APROPRIADO (30/6/2008)
Lilian Caruso

Segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Adriana Solinas   
29-jun-2008
 
A sigla DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é a nova nomenclatura para designar o problema que pode vir associado também à bronquite crônica.

O enfisema pulmonar é um problema respiratório progressivo e incapacitante, causado principalmente pelo hábito de fumar. Atualmente, a sigla DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) traduz tanto o enfisema quanto a bronquite crônica, que podem se manifestar em conjunto ou separadamente. Considerado a principal causa da DPOC, o tabagismo é responsável por 90% dos casos de DPOC diagnosticados. No entanto, alguns outros fatores também predispõem a doença como exposição à poluição, produtos químicos, combustíveis domiciliares (carvão e lenha, por exemplo), além de fatores genéticos.

Sintomas

Entre os principais sintomas de DPOC estão tosse com produção de catarro, falta de ar e dificuldade de fazer exercícios. A dificuldade de respirar (dispnéia) é uma das maiores queixas dos pacientes, podendo variar de leve a intensa, pois dificulta a realização de atividades cotidianas, como trocar de roupa e tomar banho. Depressão e ansiedade também são comuns em pacientes com DPOC.

Perfil do Portador

Durante muito tempo, a DPOC era considerada uma doença predominantemente masculina, justamente por estar associada ao tabagismo, hábito socialmente "recriminado" entre as mulheres. As mudanças comportamentais ocorridas principalmente a partir dos anos 60 trouxeram uma mudança neste quadro. Hoje se constata que a mulher que começou a fumar há 20 ou 30 anos, até como forma de auto-afirmação social, agora é uma séria candidata a desenvolver a DPOC. Nas décadas de 60 a 80 os homens ainda fumavam mais que as mulheres e o reflexo pode ser visto agora. Segundo o Estudo PLATINO (Projeto Latino Americano para Investigação da Doença Obstrutiva Pulmonar), no Brasil a prevalência da DPOC entre as mulheres com mais de 40 anos é de 14% frente a 18% entre os homens.

A DPOC se manifesta em geral em pessoas com mais de 40 anos, principalmente fumantes e ex-fumantes. Devido ao caráter progressivo da DPOC, muitos pacientes só descobrem a doença na fase avançada. Por esse motivo, a DPOC pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro.

Prevenção e Tratamento

Não é possível saber quem tem predisposição para desenvolver ou não a DPOC. Por isso, a melhor prevenção é, principalmente, não fumar. Apesar da DPOC não ter cura, existem hoje tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a aliviar os sintomas e a controlar a DPOC. O objetivo é manter o paciente ativo por mais tempo, melhorar a tolerância a exercícios físicos, diminuir a freqüência das exacerbações (crises) e contribuir para o aumento da qualidade de vida.

Diversos estudos têm demonstrado que o tratamento à base de brometo de tiotrópio reduz significativamente o número de exacerbações, bem como a quantidade de internações, além de diminuir a falta de ar e melhorar a qualidade de vida do paciente. O medicamento reduz o tônus da musculatura lisa e dilata as vias aéreas, resultando em função pulmonar superior e sustentada. Exercícios de reabilitação pulmonar e o uso de oxigênio inalável também fazem parte do tratamento.

Dados e Números *

- Aproximadamente, 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de DPOC (10% da população adulta).

- Nas duas últimas décadas, a DPOC apresentou um crescimento de 340%.

- A DPOC já é a quinta maior causa de morte no Brasil, com 39 mil óbitos por ano - mais de quatro brasileiros a cada hora.

- A doença afeta atualmente cerca de 5,5 milhões de brasileiros.

- O diagnóstico é feito por meio da espirometria - exame simples que se faz soprando em um aparelho que mede a capacidade pulmonar.[14]

* Fontes: Consenso Brasileiro de DPOC, Associação Latino-Americana de Tórax (ALAT) e Datasus
 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2