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TJMG revê decisão e afasta pretensão indenizatória de ex-fumante (17/6/2008)
Fabiana Fregona

fonte: http://www.folhablu.com.br/ler.noticia.asp?noticia=768&menu=10

17/06/08

A 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) acolheu recurso da fabricante de cigarros Souza Cruz e afastou a pretensão indenizatória da ex-fumante Rélvia Braga Bittencourt. A autora da ação, que havia perdido em primeira instância, havia obtido uma decisão favorável no próprio TJMG em outubro. Porém, em sessão realizada no dia 20, a 18ª Câmara reviu a decisão anterior e rejeitou a pretensão indenizatória da ex-fumante. A revisão foi obtida por meio de um recurso chamado “embargos de declaração”, que visa à reapreciação de um argumento não levado em consideração na decisão questionada.
Este caso teve início em 2001, com uma ação movida pela ex-fumante contra a Souza Cruz na 9ª Vara Cível de Belo Horizonte. A autora alegava ter desenvolvido uma doença circulatória em virtude do consumo de cigarros e que a empresa, à época, teria omitido os males associados ao consumo de cigarros. Como reparação, a autora solicitava indenização por danos morais no valor de 10 mil salários mínimos, danos materiais e físicos no valor de 5 mil salários mínimos e um pedido de tutela antecipada de R$ 60 mil.
No entanto, o juízo de 1ª instância julgou improcedente os pedidos da ex-fumante com base, dentre outros argumentos, na licitude do comércio e fabricação de cigarros no Brasil; no livre-arbítrio de quem opta por fumar (milhares de pessoas param de fumar todos os anos); no amplo conhecimento público dos riscos associados ao consumo do produto, a conseqüente assunção dos riscos por parte dos consumidores; na regularidade da propaganda, quando esta era ainda permitida; e na multifatorialidade das doenças associadas ao fumo.
Rélvia recorreu e chegou a obter uma decisão favorável em outubro de 2007. No entanto, a Souza Cruz recorreu, no próprio TJMG, que reviu sua decisão anterior e confirmou a decisão de primeira instância, rejeitando a pretensão indenizatória da ex-fumante.
Até o momento, já foram propostas 52 ações dessa natureza contra a Souza Cruz em Minas Gerais, sendo que, no Estado, 29 decisões de primeira instância e 15 de segunda instância acolheram os argumentos de defesa da companhia. Todas as 27 decisões definitivas já proferidas no Estado de Minas Gerais acolheram os argumentos de defesa da companhia.
A Souza Cruz informa que já foram ajuizadas no País 520 ações indenizatórias dessa natureza contra a companhia. Até o momento, do total de ações propostas, há 312 ações judiciais com decisões rejeitando tais pretensões (sendo 138 de segunda instância) e 12 em sentido em contrário, as quais estão pendentes de recurso. Em todas as 213 ações com decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro, as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares foram afastadas.

 
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