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Itatiba intensifica campanha anti-tabagismo (13/5/2008)
Fabiana Fregona

Fonte: http://www.portalnovidade.com.br/noticias/2008/maio/noticia_11_maio_5209.html

 


A iniciativa partiu do Núcleo de Promoção da Saúde e
Prevenção das Violências e o objetivo é deixar os
ambientes fechados 100% livres da fumaça de tabaco,
evitando que não-fumantes se tornem fumantes passivos.


A Lei 9.294/96, que proíbe o fumo em ambientes fechados e coletivos, é de 1996, mas ainda falta muito para que a medida saia do papel. A Aliança de Controle do Tabagismo – ACTbr, composta por organizações da sociedade civil interessadas em coibir o fumo, entregou ao Governo Federal, no final do ano passado, um documento reivindicando ambientes fechados 100% livres de tabaco. O documento recebeu apoio do Ministério da Saúde e o Núcleo de Promoção da Saúde e Prevenção das Violências de Itatiba, que já desenvolve um trabalho anti-tabagista por meio da Secretaria da Saúde, irá intensificar a campanha, que agora será focada principalmente em proibir o fumo em ambientes fechados.

“A fumaça do tabaco não é um vírus, nem uma bactéria, mas prejudica qualquer pessoa que esteja ao lado de um fumante, que mesmo escolhendo não fumar, se torna um fumante passivo”, explica dr José Cláudio Carrete e Silva, coordenador do Programa Anti-Tabagismo da Secretaria da Saúde e membro do NPSPV.

Dr Carrete explica que o chamado "fumante passivo" é aquele indivíduo que não fuma, mas acaba respirando a fumaça dos cigarros fumados ao seu redor. Até hoje, discute-se muito os efeitos do fumo passivo, mas uma coisa é certa: quem não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. “Nosso objetivo é fazer com que se cumpra a Lei já existente. Quem escolheu não fumar tem o direito de não respirar a fumaça de fumantes ao seu redor”, diz.

A fumaça respirada pelo fumante passivo é uma combinação de mais de 400 substâncias químicas, na forma de partículas e gases como o cianeto de hidrogênio, o dióxido de enxofre, o monóxido de carbono, a amônia e a nicotina. Segundo dr Carrete, esse é um tipo de substância para a qual não há nível seguro de exposição.

O Núcleo planeja diversas ações para tratar desse problema. Além de intensificar o trabalho de conscientização, com a colocação de cartazes que proíbem o fumo em ambientes fechados, o Núcleo está estudando junto com a Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis, a criação de uma lei que vigore nos municípios participantes. “Seria uma lei mais rígida, específica para os municípios membros da Rede que exigiria fiscalização dos órgãos públicos e proibiria definitivamente o fumo em locais fechados, incluindo bares e restaurantes”, conta.

O médico explica que os prédios públicos já estão envolvidos na campanha. “Todos os prédios da Prefeitura já estão com os cartazes proibitivos e estão livres da fumaça do tabaco, principalmente os postos de saúde e escolas. Esperamos avançar rapidamente para outros ambientes, começando com o trabalho de conscientização da população”, diz.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, estima-se que em Itatiba existam cerca de 15 mil fumantes. “Esse número torna a fumaça não só um problema de saúde pública como também ambiental. O dióxido de carbono presente na fumaça do cigarro polui o meio-ambiente e as ‘bitucas’ que geralmente são descartadas na rua, também são tóxicas e acabam chegando aos rios”, diz.

Reuniões
O Programa da Saúde do Adulto da Secretaria Municipal da Saúde tem cadastradas atualmente cerca de 700 pessoas. Estes usuários participam das reuniões de grupos e atividades que trabalham a obesidade, o diabetes, o tabagismo, hipertensão e o colesterol. O grupo mais novo é o de tabagismo, criado há cinco anos. “Os grupos trazem ótimos resultados. É muito importante a troca de experiências, problemas, dificuldades e o incentivo dado pelos profissionais e pelos outros membros do grupo”, disse o médico.

Os participantes recebem informações diversas sobre hábitos saudáveis, orientações sobre alimentação e medicamentos e participam de atividades físicas e educativas. O grupo de tabagismo reúne atualmente cerca de 15 pessoas, entre fumantes em recuperação e ex-fumantes. “As recaídas fazem parte do processo. Cada um tem o seu tempo. É preciso muita força de vontade”, completa dr Carrete.

As reuniões do Grupo de Tabagismo acontecem todas as quintas-feiras, às 10h, no Ambulatório Central de Especialidades da Secretaria da Saúde, que fica na rua Marcos Dian, nº 15, Jardim De Lucca. Não é necessário se cadastrar antecipadamente, basta ir à reunião e se inscrever no programa.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
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