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Mutirão contra a dependência do cigarro em BH (2/6/2008)
Fabiana Fregona

No Dia Mundial sem Tabaco, médicos, educadores físicos e estudantes se unem em BH para divulgar riscos do cigarro

 

Glória Tupinambás - Estado de Minas

 

 

Belo Horizonte disse não ao cigarro, ontem, durante as comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. Alongamentos, exercícios de respiração, caminhada e muitas mensagens educativas marcaram o combate ao vício, que, segundo estimativas do Ministério da Saúde, é responsável pela morte de cerca de 200 mil brasileiros por ano. A Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital, foi o espaço escolhido pela Sociedade Mineira de Cardiologia para mobilizar jovens e adultos contra a dependência da nicotina.

Cardiologistas, professores de educação física e estudantes de medicina integraram uma equipe de 30 profissionais, que começaram as atividades ainda pela manhã. Por volta das 9h, quem passeava pelos jardins da Praça da Liberdade recebeu água, frutas e barras de cereais nos estandes da campanha. Em seguida, foram realizadas várias sessões de exercícios físicos e, para terminar, foram entregues adesivos e panfletos com dicas sobre como parar de fumar e dados estatísticos relativos ao tabagismo, apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Os interessados ainda puderam participar de um abaixo-assinado a favor da proibição do fumo em ambientes fechados.

Um espaço também foi montado na Praça Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigênia, Leste de BH, para mobilizar a população. “Nosso objetivo é aproveitar a integração de todas as cidades do mundo para passar a mensagem contra o fumo. Ensinamos às pessoas o passo-a-passo para deixar de fumar e ainda fazemos o alerta sobre os riscos do vício para a saúde, por se relacionar a doenças como câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras. A maior preocupação são os jovens, pois pesquisas apontam que quase 90% dos fumantes tiveram o primeiro contato com o cigarro antes dos 18 anos”, afirmou a presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia, Andréia Loures-Vale.

Apoio

Segundo a médica, o primeiro passo para abandonar o vício é realmente ter vontade de parar. Depois, é necessário procurar orientação médica para que substâncias químicas e outras terapias sejam incluídas no tratamento. “Antidepressivos, adesivos, gomas de mascar e remédios que atuam no cérebro para combater a nicotina aumentam o sucesso do paciente. Mas ele também tem que ter muita persistência para superar as recaídas. O grande segredo é evitar os gatilhos, ou seja, aquilo que normalmente ativa o desejo de fumar”, acrescentou Andréia.

Os especialistas afirmam que os benefícios de livrar-se do fumo podem ser sentidos em poucos instantes, já que o organismo começa a se recuperar imediatamente. De acordo com a Sociedade Mineira de Cardiologia, em 20 minutos, melhoram a pressão arterial, a freqüência cardíaca e a circulação sangüínea. Em um dia longe do cigarro, caem os níveis de monóxido de carbono no sangue; no segundo dia, a nicotina é eliminada do organismo e há melhora do olfato e do paladar. Em três meses, a capacidade pulmonar melhora 30% e, em um ano, o risco de ataque cardíaco cai cerca de 50%. Em 15 anos, as chances de ter um problema de coração ou um AVC são as mesmas de um não-fumante.

 
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