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Fumo estimula infecções (13/5/2008)
Fabiana Fregona

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8784

 

05/05/2008

Agência FAPESP – Um novo estudo destaca que a nicotina afeta os neutrófilos, células sangüíneas leucocitárias que ajudam o organismo a se defender de infecções, ao reduzir a capacidade desse tipo de glóbulo branco para perseguir e destruir bactérias.

O estudo, feito por cientistas do Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, foi publicado na revista BMC Cell Biology.

Neutrófilos são produzidos na medula óssea e dali saem como células diferenciadas e com vida curta. Embora trabalhos anteriores tenham sugerido que a nicotina afeta esse tipo de leucócito, não se conhecia até agora os mecanismos atuantes quando a substância está presente durante a diferenciação dessas células.

Segundo o norte-americano David Scott, da Universidade de Louisville, e colegas, os processos que eles observaram como prejudiciais à função dos neutrófilos explicam em parte o aumento na suscetibilidade a infecções bacteriais e doenças inflamatórias entre os fumantes crônicos.

Os pesquisadores modelaram o processo de diferenciação dos neutrófilos, com ou sem nicotina, em células promielocíticas HL-60 (células de leucemia), que se diferenciaram em neutrófilos após o tratamento com dimetilsulfóxido.

Eles verificaram que a nicotina aumentou a porcentagem de células em fases posteriores de diferenciação, em comparação com apenas o dimetilsulfóxido, mas que não afetou outros marcadores de diferenciação de neutrófilos analisados.

Entretanto, os neutrófilos com nicotina se mostraram menos capazes de buscar e de destruir bactérias do que os demais. Segundo os autores, a nicotina suprimiu a explosão oxidativa em células HL-60, uma função que ajuda a combater as bactérias invasoras. A nicotina também aumentou a liberação de MMP-9 (expressão da metaloproteinase 9), um fator envolvido na degradação de tecidos.

Segundo os pesquisadores, uma melhor compreensão das relações entre nicotina e o sistema imunológico é fundamental para que se desenvolvam estratégias terapêuticas específicas para lidar com importantes doenças e condições inflamatórias associadas ao tabaco.

 
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