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Rio sai na frente com decreto antifumo. População aprova, diz pesquisa nacional (19/5/2008)
Fabiana Fregona

É proibido fumar

Publicada em 15/05/2008 às 16h54m

O Globo Online

Rio sai na frente do país ao proibir fumo em locais fechados / Foto: arquivo

RIO - O decreto do prefeito Cesar Maia proibindo o fumo em recintos fechados está em plena sintonia com o que pensa a maioria da população brasileira e põe o Rio na frente de todo o país na questão do cerco ao cigarro. A afirmação é da psicóloga e vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Mônica Andreis. O órgão encomendou uma pesquisa nacional ao Instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, feita em 120 municípios de todas as regiões do Brasil. Das 1.992 pessoas que participaram - todas com mais de 18 anos, sendo 77% não-fumantes e 23% fumantes - 88% disseram ser contra o cigarro em locais fechados.

Os resultados da pesquisa nacional são bem próximos aos da votação feita pelo GLOBO ONLINE nesta quarta-feira, com 1.550 participantes , dos quais 81% disseram ser a favor do veto à fumaça em locais públicos fechados.

Segundo Mônica Andreis, teoricamente, a lei federal 9.294/96, já estabelece a proibição do fumo em locais fechados. Porém, há uma brecha na lei que permite uma interpretação equivocada. Dela, valem-se proprietários de restaurantes, bares e hotéis, ao criarem áreas para fumantes que, segundo Mônica, deveriam ser exclusivas, isoladas e usadas unicamente para o propósito de fumar. Por causa desta brecha, foi proposto um novo projeto de lei pelo Ministério da Saúde que aguarda apenas a assinatura do presidente da República para ser sancionada.

- Enquanto a lei não é aprovada pelo presidente Lula, as iniciativas de municípios como o Rio de Janeiro são medidas importantes, que podem favorecer o projeto nacional. Queremos que a conquista do Rio seja ampliada para todo o Brasil - ressaltou Mônica.

Você é a favor do decreto que proíbe o fumo em recintos fechados? Vote aqui

Rejeição ao fumo é maior em restaurantes

A pesquisa feita nacionalmente mostra que, entre os fumantes, 80% são contrários ao fumo em locais fechados. A rejeição ao fumo é maior em restaurantes (89%) e lanchonetes (86%). Casas noturnas e bares apresentam um pouco mais de tolerância do que os dois primeiros (72% e 71%, respectivamente).

A pesquisa Datafolha também perguntou sobre a mudança da lei federal 9.294/96, que propõe a proibição total do fumo em ambientes fechados: do total de entrevistados, dois terços (68%) são favoráveis ao projeto de lei.

Mônica ressaltou que proibir o fumo em ambientes fechados protege a saúde não só dos freqüentadores de bares, restaurantes e casas noturnas, mas também dos que trabalham nestes locais.

- O tabagismo passivo faz mal tanto à saúde pública quanto à ocupacional - acrescentou Mônica.

População sabe dos males causados pelo fumo

Segundo dados da pesquisa do Datafolha, a população brasileira tem conhecimento sobre os problemas que o fumo causa à saúde. Quase todos os entrevistados acreditam que o fumo em locais fechados causa muitos prejuízos à saúde, mesmo em quem não é fumante (83%).

A vice-diretora da ACT explicou que o Brasil faz parte do tratado internacional Convenção-Quadro para o controle do tabaco. Segundo ela, o país precisa sancionar a lei que proíbe o fumo em lugares fechados para cumprir esta diretriz do tratado:

- A única maneira de proteger a saúde pública é proibir o fumo em locais fechados. Ventiladores e fumódromos não funcionam, pois as partículas nocivas emitidas pelo cigarro continuam no ar - argumentou Mônica.

Segundo a ACT, a indústria do tabaco tenta barrar modificações na lei argumentando que a freqüência a restaurantes, bares e casas noturnas vai cair e gerar perdas econômicas. A ACT ressaltou que esta tese é derrubada pelos dados encontrados na pesquisa. Perguntados sobre a possibilidade de proibição do fumo nos quatro ambientes pesquisados (bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas), 88,5% dos entrevistados disseram que sua freqüência a estes locais não mudará (63,5%) ou até será maior (25%).

A pesquisa do Instituto Datafolha foi feita entre os dias 26 e 27 de março deste ano.

 
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