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Planta de tabaco pode salvar humanidade da AIDS (4/7/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/natureza/20060704114033978986.html

LONDRES, 4 JUL (ANSA) - Uma planta de tabaco geneticamente modificada poderia salvar milhões de pessoas no mundo da Aids, produzindo uma proteína que impede o vírus do HIV de infectar as células humanas.
    Um grupo de pesquisadores britânicos está cultivando experimentalmente as plantas em uma estufa-laboratório em Kent, no sul da Inglaterra.
    Se o projeto der certo, o tabaco transgênico poderá produzir, em grande quantidade e a baixo custo, um medicamento capaz de impedir a continuação da epidemia de Aids.
    Julian Ma é pesquisador do Centre for Infection del St Georgés Hospital de Londres e chefia o projeto.
    Ele e sua equipe inseriram uma bactéria geneticamente modificada em uma planta de tabaco normal, a Nicotiana tabacum, e conseguiram induzi-la a produzir uma proteína microbicida, a cyanovirin N, que segundo muitos pesquisadores poderia servir para impedir o contágio sexual do HIV.
    Os testes com primatas demonstraram que a proteína evitou o contágio de 15 dos 18 macacos utilizados.
    A cyanovirin N produzida em massa pelas plantas de tabaco cultivadas experimentalmente por Ma poderia formar o princípio ativo de um creme microbicida capaz de impedir o contágio durante as relações sexuais.
    Na África e em países em via de desenvolvimento, onde as mulheres freqüentemente não podem obrigar o parceiro a usar preservativo, o creme poderia ser muito útil.
    A equipe de Ma está estudando agora como induzir as plantas de tabaco a produzirem a maior quantidade possível de cyanovirin N.
    Para poder agir de forma significativa sobre a difusão da Aids, seria necessária uma quantidade enorme desta microbicida, que nenhuma indústria farmacêutica teria condições de produzir.
    Agora Ma está realizando experiências com a hidrocultura. "As raízes da planta liberam a cyanovirin N na água em que o vegetal se desenvolve. É muito mais simples e econômico do que triturar as plantas", explica o pesquisador, que espera poder iniciar testes com seres humanos dentro de três anos.(ANSA)

04/07/2006 11:40

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