Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Nova Pesquisa Destaca as Dificuldades Que os Médicos Enfrentam Para Tratarem os Fumantes (5/9/2006)
Paula Johns

BARCELONA, Espanha--(BUSINESS WIRE)--5 de Setembro de 2006--

  -- Fumar é Reconhecido Como uma Condição Médica Recorrente e Crônica e Citado Como a Atividade Mais Prejudicial Que Afeta a Saúde a Longo Prazo dos Pacientes -- Pesquisa Revela Diferenças Significativas em Atitudes Entre os Médicos que Fumam e os Não-Fumantes  



A maioria dos médicos acredita que fumar é a atividade mais prejudicial que afeta a saúde a longo prazo dos seus pacientes por uma margem considerável em comparação com a falta de exercício, dieta insalubre, bebidas alcoólicas e comer demais/obesidade, segundo os resultados de uma das maiores pesquisas internacionais sobre as atitudes relacionadas com fumar e parar de fumar dos médicos, apresentada hoje no Congresso Mundial de Cardiologia / Sociedade Européia de Cardiologia realizado em Barcelona, Espanha. Na verdade, uma grande maioria - 81 por cento - considera fumar uma condição médica recorrente crônica.

Apesar disto, mais da metade dos médicos que participaram da pesquisa não têm tempo para ajudar os fumantes a pararem de fumar e 38% acham que são inapropriadamente treinados, enquanto que 46% dizem que têm outras prioridades. Uma grande maioria de médicos também concorda que é difícil tratar os fumantes, mais difícil do que pressão alta ou colesterol elevado e tão difícil quanto obesidade. Apesar de que quase todos os médicos reconhecem que fumar é um comportamento que vicia, a maioria também diz que o fumante é a pessoa que tem a maior responsabilidade para com este vício, ao invés dos próprios médicos.

"O que esta pesquisa destaca são as dificuldades práticas que os médicos enfrentam para ajudarem os seus pacientes a pararem de fumar", disse o Dr. Robert West, Pesquisa de Câncer do Reino Unido. "Apesar de os riscos consideráveis à saúde associados com tabagismo serem agora relativamente bem conhecidos, as realidades de fazer com que as pessoas parem de fumar estão provando ser mais desafiadoras. É vital que os fumantes recebam ajuda e conselhos práticos para pararem de fumar de seus médicos, portanto é importante que as lições de descobertas como essas sejam aprendidas".

Nota-se que há uma diferença significativa de opinião entre os médicos que fumam e os não-fumantes. Apenas 57% dos médicos que fumam disseram que "fumar" é uma das atividades mais prejudiciais para os seus pacientes, comparado com 73% dos médicos não-fumantes, o que sugere que alguns médicos que fumam podem estar subestimando os efeitos prejudiciais do tabaco.

Diálogos entre Médicos e Pacientes

Apesar de uma porcentagem significativa de médicos dizer que discutem o tabagismo com os seus pacientes fumantes em todas as visitas ou ocasionalmente, as suas discussões geralmente focam em repetir as mensagens sobre saúde disponíveis para o público ou a coleta de informações ao invés de facilitarem realmente o processo que os ajudaria a pararem de fumar. Apenas 47% ajudam o fumante a desenvolver um plano para parar de fumar, 39% recomendam medicamentos adquiridos sem receita médica e 29% receitam um medicamento. Médicos da América do Norte são mais proativos com 76% ajudando o fumante a desenvolver um plano para parar de fumar e 57% receitam um medicamento, em comparação com 43% e 21% respectivamente na Europa.

Portanto, a diferença entre os médicos que fumam e os que não fumam é visível. Enquanto que 43% dos médicos não-fumantes discutem o tabagismo com os seus pacientes fumantes em todas as visitas, apenas 33% dos médicos que fumam fazem o mesmo. Há também diferenças substanciais globalmente, com o número chegando a 68% dos médicos da América do Norte (tanto os que fumam como os não-fumantes) comparados com apenas 14% na Ásia.

A grande maioria dos médicos entende porque é tão difícil deixar de fumar. Quase todos eles concordam que fumar é um comportamento que vicia e 81% acham que é uma condição médica recorrente e crônica. De fato, 71% concordam que fumar deveria ser classificado como um problema médico e 64% acreditam que se isso acontecesse, iria encorajar mais fumantes a pararem de fumar.

"Para combater com sucesso as mortes causadas pelo tabagismo, todas as pessoas, incluindo os médicos e os que não são médicos, precisam mudar a maneira como falam e pensam sobre o tabaco", disse a Dra. Serena Tonstad, do Departamento de Cardiologia Preventiva do Ulleval University Hospital, Noruega. "Fumar não é uma manifestação de falta de vontade ou falta de caráter, mas sim um problema médico recorrente crônico causado pela dependência em tabaco. Muitos fumantes podem necessitar de tratamento médico para este problema, pois a maioria deles é viciada em nicotina inalada. Este vício basicamente acaba com a vida de um entre dois fumantes prematuramente".

Opções de Tratamento em Potencial

Os médicos acham que os próprios fumantes são os mais responsáveis para pararem de fumar - isto pode ser devido ao fato de que eles não têm opções de tratamento eficazes para usarem como fazem para pressão alto ou colesterol elevado. Entretanto, os médicos podem também estar subestimando quantos dos seus pacientes fumantes estão tentando parar de fumar. Os médicos da pesquisa estimam que em média apenas 18% dos seus pacientes que fumam estão tentando parar de fumar. Na realidade, aproximadamente um terço dos fumantes fazem uma tentativa para pararem de fumar anualmente.(1)

Quando lhes perguntaram como poderiam ajudar os fumantes a pararem de fumar com mais facilidade, os médicos foram muito objetivos. Eles concordaram que querem medicamentos mais eficientes (81%), treinamento adicional em como se comunicar e motivar os fumantes a pararem de fumar (78%) e índices de sucesso dos fumantes que pararam de fumar publicados mais amplamente (77%).

"A situação atual é um círculo vicioso - apesar de os médicos reconhecerem os problemas associados com o tabagismo, eles estão subestimando o número dos seus pacientes fumantes que estão tentando parar de fumar e acham que têm soluções ineficientes para solucionarem o problema de qualquer jeito", disse o Dr. West. "Como resultado, eles estão colocando a responsabilidade no fumante para deixar de fumar e sabe-se que menos de 5% dos fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda continuam abstinentes por um ano. Se quisermos tomar medidas sérias para combatermos a maior causa prevenível de morte prematura, precisamos modificar radicalmente a maneira como os fumantes são vistos e tratados mundialmente".

Sobre a STOP

A pesquisa STOP (Smoking: The Opinion of Physicians) (Fumar: A Opinião dos Médicos), patrocinada pela Pfizer e realizada pela Harris Interactive, é uma das maiores pesquisas globais realizadas sobre as atitudes dos médicos de clínica geral com relação ao tabagismo e como parar de fumar. Cerca de 2.836 médicos de 16 países foram entrevistados para o estudo. Médicos do Canadá, França, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Coréia, México, Países Baixos, Polônia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e EUA participaram da pesquisa.

STOP foi fundada pela Pfizer.

Definição das Regiões

Ásia =                  Japão, Coréia
Europa =                França, Alemanha, Grécia, Itália,
                        Países Baixos, Polônia, Espanha,
                        Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido
América Latina =        México
América do Norte =      Canadá, EUA

Referências

(1) Organização Mundial de Saúde. Recomendações de Políticas para Parar de Fumar e Tratamento da Dependência em Tabaco. 2003. Disponível online no http://www.wpro.who.int/NR/rdonlyres/8D25E4D3-BB81-479E-8DF5 -7BAF674DB104/0/PolicyRecommendations.pdf. Acessado pela última vez em agosto de 2006.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2