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Belém - Dia nacional de combate ao tabagismo enfoca fumante passivo (29/8/2006)
Paula Johns

Fonte: http://www.oliberal.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=187878

Nesta terça-feira (29), é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo. Em todo país, secretarias de saúde realizam programações alusivas à data, com o objetivo de sensibilizar um número casa vez maior de pessoas sobre os males causados pelo consumo de Tabaco e seus derivados. Em Belém a promamação acontece nas 29 unidades básicas de saúde e na Casa Álcool e Drogas, Casa Mental do Adulto e Casa da Criança. A ação é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), através da Coordenação Municipal de Tabagismo.A abertura da Campanha acontece na unidade do Telégrafo. Lá, a programação começa com uma palestra sobre os males do tabaco e depois os pacientes da unidade serão orientados sobre como deixar de fumar. Encaminhamentos para tratamento também serão realizados.

Este ano o Ministério da Saúde escolheu para o tema da campanha o Tabagismo Passivo voltado para a criança e o adolescente. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a grande Belém possui cerca de 228.480 fumantes ativos. Um total de 50% de crianças que convivem com estes fumantes possuem algum tipo de infecção respiratória, causado pelo cigarro que na maioria, é dos próprios pais.

O fumante passivo corre mais riscos do que o ativo que, ao liberar a fumaça do cigarro, solta substâncias cancerígenas do Tabaco em dobro. Assim, o fumante passivo recebe 24% de chances a mais do que o ativo de correr riscos do coração e 30% a mais de câncer.

O Município conta com três formas de atendimento: a educação, a orientação em saúde e o encaminhamento ao tratamento que é feito em parceria com o Estado.

Tabagismo passivo

Define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada de poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior em ambientes fechados e o tabagismo passivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; Surgeon General, 1986; Glantz, 1995).

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:

-Em adultos não-fumantes:

Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça;

Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem.

-Em crianças:

Maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio;

Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.

- Em bebês:

- Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);

-Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

Os dois componentes principais da poluição tabagística ambiental (PTA) são a fumaça exalada pelo fumante (corrente primária) e a fumaça que sai da ponta do cigarro (corrente secundária). Sendo, esta última o principal componente da PTA, pois em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco ela é formada. Porém, algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontradas em quantidades mais elevadas. Isto porque não são filtradas e devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão incompleta (IARC, 1987).

Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaça do cigarro, contribuindo assim para uma maior absorção de nicotina pelos fumantes, tornando-os mais dependentes da droga e é, também, o principal componente irritante da fumaça do tabaco (Ministério da Saúde, 1996).



Redação online com informações do INCA
 
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