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Hábito condenável (3/6/2006)
Jornal O Tempo 01/06/2006

Ontem, comemorou-se o Dia Mundial Sem Tabaco. Trata-se de iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) destinada a conscientizar a sociedade sobre os malefícios do hábito de fumar. O tabaco é considerado a maior causa evitável de doenças e mortes. São quase 5 milhões de mortes anuais. No Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano por uso do tabaco.

A sociedade tem feito severas restrições aos fumantes nas últimas décadas. O Brasil tem seguido a tendência mundial, promulgando leis, realizando campanhas educativas, discriminando os usuários. No entanto, 25 milhões de brasileiros são fumantes. Trata-se de um mercado cativo que dá satisfação à indústria, já que o fumo gera dependência física no seu usuário.

O problema fundamental é este: é muito difícil o consumidor de tabaco abandonar o hábito. O fenômeno é mundial, independentemente de o país ser desenvolvido ou não. Estima-se que 47% dos homens e 12% das mulheres fumam no mundo. A relação custo-benefício é desfavorável à sociedade: para cada dólar produzido, gasta-se um e meio com tratamento de saúde e aposentadorias.

Desde 1995 que Belo Horizonte tem uma lei que proíbe o uso do fumo em recintos coletivos públicos e privados. Ocorre, no entanto, que ela é pouco respeitada, sobretudo porque não há fiscalização. O poder público não atua e a sociedade o acompanha, sendo tolerante com os usuários. É raro ver alguém se manifestar contra o uso do cigarro em espaços públicos.

Apesar de tudo, a sociedade fez progressos no sentido de inibir o hábito. A publicidade foi completamente abolida da mídia. Novas leis restritivas vêm sendo elaboradas. Têm sido reconhecidos os direitos dos fumantes passivos. O esporte e as dietas alimentares estão sendo incorporados às estratégias de combate. Vai demorar, mas o fumo está condenado.

 
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