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Dez princípios do novo 'Guia Alimentar para a População Brasileira (5/11/2014)
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http://veja.abril.com.br/noticia/saude/governo-recomenda-maior-consumo-de-alimentos-naturais-e-caseiros

Comer alimentos naturais

O princípio fundamental é o uso de alimentos naturais, como grãos, raízes, tubérculos, verduras, legumes, frutas, sementes, leite, ovos ou carnes. Nessa categoria estão incluídos também alimentos embalados ou pouco industrializados (por meio de processos de limpeza ou conservação). O ideal é que eles sejam combinados em pratos saborosos. “Os alimentos naturais são feitos de uma maneira singular, adequados às nossas necessidades, e a ciência até hoje não soube copiá-los”, diz o médico Carlos Augusto Monteiro, um dos responsáveis pelo Guia.

 

Usar poucos produtos industrializados

De acordo com nutricionistas, médicos e epidemiologistas, os produtos prontos para o consumo não devem constituir a maior parte da alimentação. Mesmo que tenham poucas calorias e sejam enriquecidos com nutrientes, eles ainda não são capazes de substituir os alimentos naturais. “Normalmente, esses produtos não são alimentos, são formulações que não atendem as necessidades nutricionais como um todo. Por isso, seu consumo excessivo está ligado à obesidade e doenças crônicas”, diz Monteiro. Entretanto, comer eventualmente esses produtos não é um erro imperdoável: eles são práticos e podem substituir lanches nos dias em que falta tempo para se alimentar com tranquilidade.

 

Comprar alimentos frescos em feiras e mercados

Feiras, sacolões ou mercados são os melhores lugares para se adquirir produtos frescos e de boa qualidade. Além da variedade, é possível escolher preços e saber a origem dos alimentos. “Normalmente, os alimentos naturais são os que custam menos e os mais nutritivos. Além disso, conversando com vendedores ou pelas informações nas prateleiras,também podemos saber de onde vieram e fazer opções mais sustentáveis e saborosas”, afirma Monteiro.

 

Não comer sozinho

Comer é mais que fornecer energia para o corpo — é também um elemento importante da vida social e cultural. Além disso, alimentar-se com outras pessoas é uma estratégia que favorece a calma no momento das refeições, estado emocional que ajuda na boa absorção dos nutrientes. Quem come sozinho, em frente à televisão, fazendo outra atividade ou em movimento tende a se distrair e ingerir de porções maiores e mais calóricas.
 

Cozinhar

Quem não cozinha normalmente se alimenta de produtos processados ou prontos para o consumo — associados ao aumento da obesidade e de doenças crônicas. O hábito de preparar as próprias refeições ensina a selecionar os ingredientes, favorece o uso de alimentos naturais e contribui para o preparo e consumo de pratos em companhia de outras pessoas.

 

Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação

Utilizados como tempero — ou seja, em pequenas quantidades — esses ingredientes tornam a comida mais saborosa sem comprometer seu valor nutricional. “São componentes importantes para as receitas, que equilibram os sabores e ajudam a conservar os alimentos”, afirma Monteiro.
 

Privilegiar receitas clássicas e tradicionais

Estudos do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP), mostraram que um quinto da população do país mantém hábitos alimentares tradicionais, de acordo com a região onde moram. Essa porção dos habitantes do país exibe dietas próximas à ideal: equilibrada, nutritiva e saudável. "As pesquisas recentes mostram que a história e a cultura têm conhecimentos fundamentais para a alimentação", diz Monteiro. “O Brasil tem uma tradição alimentar forte, composta de alimentos variados e que foi aprimorada e selecionada durante gerações para oferecer as melhores respostas nutricionais.”
 

Comer com regularidade e em ambientes tranquilos

A tranquilidade e a atenção ao alimento favorecem a boa digestão dos alimentos e a absorção de todos os seus nutrientes. As dicas dos especialistas é comer em horários certos e começar por uma salada ou sopa antes do prato principal: assim o organismo ganha o tempo necessário para aproveitar melhor a refeição.
 

Comer em casa ou em restaurantes

Alimentos preparados na hora — em casa ou em restaurantes — costumam ser opções mais saudáveis. Dessa maneira, é possível conhecer a procedência dos alimentos, além de comer em um ambiente adequado. Restaurantes por quilo, de comida caseira ou que valorizem os produtos da estação são os mais indicados pelos cientistas. Comer de pé, em lojas ou quiosques de comida pronta são as alternativas menos apropriadas para as refeições, de acordo com as pesquisas.
 

Desconfiar das propagandas de comida

Os nutricionistas alertam para o marketing de alimentos e produtos nutricionais que tem o objetivo de vender comida. “Nos últimos anos, vivemos um barateamento de produtos industrializados, o que aumentou seu consumo. No entanto, essas não são as opções mais saudáveis para o dia a dia, pois não são tão saudáveis quanto os alimentos naturais”, diz o médico Carlos Alberto Monteiro.
 

 

 

 

 
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