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Alimentos saudáveis, só que não (10/2/2015)
Coluna Radar/ Veja online

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/alimentos-saudaveis-so-que-nao

Alimentos saudáveis, só que não

Molhos para saladas, suco industrializado e produtos sem glúten são alguns exemplos de comidas vendidas como saudáveis, mas que podem ser recheadas de açúcar e gordura


Está tentando perder alguns quilos e, mesmo seguindo uma alimentação balanceada, não vê resultados na balança? É melhor rever o seu cardápio. Alguns alimentos considerados saudáveis podem, na verdade, sabotar a dieta.

“Não é porque está escrito no pacote que é saudável, light ou sem gordura que o produto realmente é uma boa opção para a dieta. Ele pode ter menos calorias, por exemplo, mas ser cheio de sódio ou gordura”, diz Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O ideal é, em vez de ceder ao apelo comercial, ler o rótulo e a composição dos alimentos antes de colocar um produto no carrinho.


Um exemplo de comida da moda que pode não oferecer benefício nenhum à dieta são os alimentos sem glúten, fabricados para celíacos, que de fato não podem ingerir a proteína. “Não vai fazer diferença nenhuma para quem não tem doença celíaca, uma condição que afeta 1% da população”, afirma Cintia Cercato, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

 

Alimentos saudáveis, só que não:

Pão integral

A embalagem pode até dizer que o pão é integral, mas diversas vezes o produto contém mais farinha branca do que integral. De acordo com a endocrinologista Cintia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), para saber se não está comprando gato por lebre, certifique-se que o primeiro ingrediente listado no rótulo é a farinha integral. “Além disso, olhe o conteúdo de fibra por porção. Se tiver entre 3 a 4 gramas, pode comprar”, diz

Agave

O néctar de agave é extraído da planta que leva o mesmo nome e é a base da tequila. Divulgado como um adoçante mais saudável que o açúcar, o produto é composto por 85% de frutose. “Ele é, sim, uma fonte energética alternativa. Porém, é altamente calórico e, em grandes quantidades, faz mal ao organismo”, afirma Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A frutose em excesso aumenta a resistência à insulina e em longo prazo pode ser um fator de risco ao diabetes. Além disso, um recente estudo constatou que a frutose provoca reação no cérebro que aumenta o apetite mesmo depois de consumir muitas calorias.


Alimentos sem glúten

O néctar de agave é extraído da planta que leva o mesmo nome e é a base da tequila. Divulgado como um adoçante mais saudável que o açúcar, o produto é composto por 85% de frutose. “Ele é, sim, uma fonte energética alternativa. Porém, é altamente calórico e, em grandes quantidades, faz mal ao organismo”, afirma Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A frutose em excesso aumenta a resistência à insulina e em longo prazo pode ser um fator de risco ao diabetes. Além disso, um recente estudo constatou que a frutose provoca reação no cérebro que aumenta o apetite mesmo depois de consumir muitas calorias.

Margarina

Assim como apenas celíacos precisam de alimentos sem glúten, somente pessoas com colesterol alto necessitam trocar a manteiga pela margarina. E não é qualquer margarina, mas aquelas marcas que acrescentam fitosterol na sua composição. O fitosterol é um extrato natural do óleo vegetal que ajuda a controlar os níveis de LDL (o colesterol "ruim") no sangue. Para quem não tem esse problema, não há qualquer vantagem em escolher a margarina no lugar da manteiga, ambas igualmente ricas em calorias e gordura. “A margarina ainda tem grande quantidade de gordura vegetal, que atua no processo de inflamação do organismo”, explica Celso Cukier.

Alimentos orgânicos industrializados

Assim como apenas celíacos precisam de alimentos sem glúten, somente pessoas com colesterol alto necessitam trocar a manteiga pela margarina. E não é qualquer margarina, mas aquelas marcas que acrescentam fitosterol na sua composição. O fitosterol é um extrato natural do óleo vegetal que ajuda a controlar os níveis de LDL (o colesterol "ruim") no sangue. Para quem não tem esse problema, não há qualquer vantagem em escolher a margarina no lugar da manteiga, ambas igualmente ricas em calorias e gordura. “A margarina ainda tem grande quantidade de gordura vegetal, que atua no processo de inflamação do organismo”, explica Celso Cukier.

Salgadinhos com baixa caloria ou pouca gordura

Segundo a nutricionista Márcia Fontes, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital Norte D’Or, no Rio de Janeiro, salgadinhos industrializados anunciados como saudáveis induzem o consumidor ao erro. "A pessoa acredita que, por ter baixa caloria e pouca gordura, esses alimentos podem ser consumidos à vontade. A redução é, normalmente, de 25%, o que significa que ele ainda tem 75% de gordura”, afirma

Sucos de fruta industrializados

Os sucos industrializados contêm a partir de 30% de polpa de fruta. “O restante, na maior parte, é açúcar. Durante a armazenagem, a bebida perde antioxidantes e vitaminas”, diz Celso Cukier. O suco light, por exemplo, tem menos açúcar, mas é rico em sódio, que causa a retenção de líquido.

Molhos para saladas

Molhos industrializados são ricos em sódio, gorduras saturadas e açúcares, que prejudicam a dieta equilibrada. “Temperar a salada com molhos naturais, como um pouco de azeite e sal, é mais saudável”, diz a nutricionista funcional Thaianna Velasco, da Clínica Helena Costa, no Rio de Janeiro. Uma dica é fazer um tempero com suco de limão, iogurte, um fio de azeite de oliva e, no máximo, 1 grama de sal.

Bebidas esportivas

As bebidas esportivas devem ser consumidas por pessoas que praticam pelo menos uma hora de atividade física intensa. Para quem faz menos que isso, a bebida pode causar pedras no rim, por ser rica em sódio e potássio. “Bebidas para atletas não podem substituir suco ou água. Elas não trazem benefício algum sem a prática de atividade física intensa”, diz Thaianna Velasco.

 

 
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