Artigos
Dados
Fatos em Destaque
Pesquisas
Publicações
Notícias
Rede DCNT

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Um quarto dos brasileiros que moram nas capitais sofrem de hipertensão (12/5/2015)
O Globo online

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/um-quarto-dos-brasileiros-que-moram-nas-capitais-sofrem-de-hipertensao-16129394#ixzz3ZwAJx3La

RIO - Praticamente um quarto dos brasileiros sofrem de hipertensão. Eles são 24,8% da população, segundo dados da pesquisa “Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico” (Vigitel, de 2014), divulgados nesta terça-feira pelo Ministériio da Saúde. De acordo com o órgão, a informação mostra estabilidade nesse quadro, uma vez que, na mesma pesquisa de 2013, o Brasil tinha 24,1% de pessoas com hipertensão.

O Vigitel é uma consultra feita pelo telefone, exclusivamente nas capitais de todos os estados. A pesquisa mostra que a hipertensão atinge 26,8% das mulheres e 22,5% dos homens. Palmas é capital com menor porcentagem de hipertensos no país (15,2%), enquanto Porto Alegre tem a situação mais crítica, com 29,2% de seus moradores atingidos pelo problema.

A pesquisa foi divulgada juntamente com dados que mostram um esforço do governo federal para reduzir a quantidade de sódio em alimentos processados. O alto consumo de sódio está associado a uma elevação na quantidade de hipertensos. Segundo o Ministério da Saúde, bolos, salgadinhos, batata frita e biscoitos, produtos que fazem parte do cardápio da maioria das crianças e dos adolescentes, perderam até 10% da quantidade de sódio em suas composições, após acordo da pasta com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

Estes dados mostram os resultados da segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados. Segundo o ministério, o objetivo é reduzir mais de 28 mil toneladas de sódio de vários produtos até 2020.

Somando-se os dois primeiros termos de compromisso firmados com a Abia, foram eliminadas das prateleiras dos supermercados 5.320 toneladas de sódio até 2012 e outras 7.452 toneladas até o final de 2014. Nesta segunda etapa, foram analisados produtos como batata frita, salgadinho, bolos recheados, bolos sem recheio, rocambole, mistura para bolo aerado, mistura pala bolo cremoso, maionese, biscoito salgado, biscoito doce e biscoito doce recheado.

Mas, o refrigerante, por exemplo, produto com índice de sódio considerável se comparado à porção ideal de consumo diário, não esteve em nenhuma das duas fases. As bebidas dietéticas, aliás, têm ainda mais sódio do que as normais.

O Ministério da Saúde informou que 95% dos produtos analisados tiveram redução de até 10% no valor máximo de sal de seus produtos. Foram analisados 839 produtos de 69 de empresas associadas à Abia. Segundo dados do monitoramento, feito em 2014, a meta foi alcançada por 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% do salgadinho de molho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% do biscoito doce recheado.

 

O Ministério da Saúde explicou que a redução do teor de sódio, até 2020, teria impacto direto nos gastos do Sistema Único de Saúde e na saúde dos brasileiros, garantindo redução de 15% dos óbitos por AVC e 10% dos óbitos por infarto. Além disso, 1,5 milhão de pessoas ficariam livres de medicação e teriam um aumento de 4 anos na expectativa de vida para os hipertensos.

A questão preocupante é que segundo dados do Vigitel de 2013, semelhantes ao do ano passado, 48,6% dos brasileiros haviam avaliado como médio seu nível de consumo diário de sódio.

Mas, o consumo médio diário de quase 12 gramas de sal por pessoa ainda é considerado alto. Para se ter uma ideia, essa quantidade é duas vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): no máximo, dois gramas diários de sódio (o equivalente a cinco gramas de sal).

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2