Artigos
Dados
Fatos em Destaque
Pesquisas
Publicações
Notícias
Rede DCNT

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Instituto Alana denuncia campanha publicitária do Mc Donald's (18/5/2015)
Revista Crescer

http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2015/05/instituto-alana-denuncia-campanha-publicitaria-do-mcdonalds-ao-ministerio-publico.html

O Instituto Alana, uma ONG sem fins lucrativos que trabalha pela vivência plena da infância, encaminhou, nesta quinta (7), ao Ministério Público um relatório sobre a nova campanha publicitária do McDonalds, que divulga ao bonecos dos personagens do desenho A Hora da Aventura e o McLanche Feliz. A ONG caracteriza como abusiva a estratégia de divulgação dos produtos utilizada pela empresa, alegando que ela se dirige diretamente ao público infantil.



O relatório, que foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e Juventude da Capital, aponta uma série de questões na estratégia publicitária adotada pelo McDonalds, que abrangem desde o anúncio veiculado nas redes de TV até os meios de divulgação dos produtos nas unidades físicas da rede. Um dos principais pontos é que a rede de lanches fast-food teria enviado produtos a youtubbers mirins. Ou seja, crianças que têm um canal próprio na rede online de vídeos, e seriam, assim, veículos de promoção para outras. Outra estratégia considerada problemática pelo Instituto Alana seria a associação de um jogo online ao produto - a criança deve baixar um aplicativo e escanear o brinquedo para ter acesso ao game.

Segundo o Instituto, as estratégias de venda não respeitam os princípios estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que trata do abuso no direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica a crianças e adolescentes. “O Brasil tem uma legislação forte e esperamos que os órgãos atuem efetivamente para fiscalizar o cumprimento dessas normas. Não basta ter leis se elas não são cumpridas. Os órgãos públicos precisam cobrar das empresas o dever de respeitar as crianças, e a sociedade civil também deve se envolver e fiscalizar, porque esse é um direito social”, explica a advogada do Instituto Alana, Ekaterine Karageorgiadis.

O Mc Donalds enviou à CRESCER o seguinte posicionamento sobre a situação:

“O Instituto vem questionando há muitos anos, através de diversas demandas, a publicidade e forma de comercialização do McLanche Feliz. No entanto, tivemos diversas decisões, inclusive no Conar (Conselho Nacional Auto Regulamentação Publicitária), favoráveis à legalidade da publicidade. Isso é resultado, além de todo o cuidado e observância às normas, de uma rígida política institucional em relação às opções que a empresa oferece a seus clientes. Por exemplo, seguimos, voluntariamente desde 2007, um compromisso e código de ética próprios em comunicação publicitária de alimentos. Essa autorregulamentação interna é ainda mais severa que as normas que regem a publicidade brasileira. Por acreditar nesse compromisso, a companhia não envia materiais de divulgação para crianças. A empresa, que até o momento não recebeu qualquer notificação, ainda acrescenta:


- Em agosto de 2009, empresa assinou o compromisso público de publicidade responsável de alimentos e bebidas para crianças da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) e da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), firmado por mais de 20 empresas do setor de alimentos e bebidas.
- A empresa oferece todas as informações nutricionais e opções para que os pais possam decidir como alimentar seus filhos.
- As surpresas que acompanham o McLanche Feliz são produzidas sob o mais rígido critério de segurança e contam com a obrigatória certificação do Inmetro.
- A empresa garante que os brinquedos podem ser adquiridos separadamente do McLanche feliz e independentemente de qualquer outro consumo"
Sobre a resposta do McDonald’s, Ekaterine resalta que o Conar é um órgão de autorregulamentação. Isso quer dizer que são os próprios membros (anunciantes, empresas de comunicação e publicidade) que elaboram as normas, não havendo intervenção de órgãos públicos. “Cumprir as regras do Conar não significa plenamente cumprir as leis do país. Nossa entendimento é que, independentemente do produto anunciado, não se pode fazer propaganda direcionada à criança, porque o intuito é sempre aumentar as vendas. E interesses econômicos não podem estar acima dos direitos da crianças”, completa.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2