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Idec divulga lista de produtos alvo da Operação Carne Fraca (19/4/2017)
O Globo

http://bit.ly/ListaProdutosOp

Marca, lote, prazo de validade e problemas dos produtos fraudados estão na resposta enviada pela Senacon

RIO — O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) já tem em mãos a lista da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) com o nome dos produtos alvos da Operação Carne Fraca, além das marcas, lotes, datas de validade e os problemas (não conformidades) encontradas em cada um deles. A resposta, recebida no dia 10 deste mês, veio após uma carta enviada pelo Idec no dia 31 de março à Senacon, ao Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, solicitando informações sobre os produtos fraudados na operação.

— Com essas informações sobre cada produto e cada empresa, o consumidor será capaz de verificar se comprou um produto fraudado ou não. Através do SIF e do lote, conseguirá identificar na prateleita se aquele produto está na lista e comunicar à gerência do estabelecimento para que o retire imediatamente do ponto de venda - afirma Ana Paula Bortoletto, especialista em nutrição do IDEC.

De acordo com o Idec, caso o consumidor encontre algum produto listado à venda, é importante informar às autoridades competentes, como MAPA e Senacon. Se tiver o produto em casa, a orientação é entrar em contato com o SAC do fabricante para exigir a imediata substituição ou a restituição da quantia paga, monetariamente atualizada.

O ofício recebido pelo Idec indica que foram abertas investigações em relação a 23 empresas até o momento, entre elas BRF, JBS, Peccin Agro Industrial, Seara Alimentos, Transmeat Logística, entre outras. Entre os produtos com irregularidades, estão salsichas, linguiças, hambúrgueres e frangos congelados. A Senacon determinou o recolhimento cautelar de todos as mercadorias consideradas fraudadas.

 Entre as não conformidades apontadas, Ana Paula explica que a presença de ácido sórbico/sorbato, amido e cardoidrato acima do permitido não representa risco para a saúde, mas há lesão para o consumidor por se tratar de um produto de menor qualidade. Já os produtos com salmonella representam risco à saúde, assim como o staphylocccus coagulase. A nutricionista explica ainda que a adição de amido e carboidrato mostra que há carne de menos naquele produto. A especialista do Idec esclarece ainda que há casos de mais água do que permitido, o que não representa risco à saúde mas sim ao bolso do consumidor, pois há lesão no sentido de que este está comprando água a preço de carne de frango.

 Segundo a nutricionista do Idec, a grande preocupação, destacada na mídia, foi com a exportação, com a qualidade do produto que estava indo para fora do país, mais do que com o consumidor interno:

— A informação para o consumidor interno precisa ser mais clara. Ele precisa estar ciente do que está sendo colocado à venda e ele está levando à mesa. Também precisamos saber como está a fiscalização agora no país, se corremos o risco de ter novos problemas ou não.

 Os desdobramentos da operação Carne Fraca

A operação Carne Fraca começou no dia 17 de março, após denúncias de fraudes e irregularidades em frigoríficos do país. No dia 20 de março, o Idec enviou uma carta ao MAPA pedindo recall imediato e informações detalhadas dos produtos fraudados, até que fossem sanados os problemas que colocam em risco a saúde e a segurança dos consumidores.

No dia 31 de março, ao saber da suspensão do recall de carnes provenientes de três frigoríficos, o Idec enviou outra carta ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi; ao Ministro da Justiça, Osmar José Serraglio e ao Secretário da Senacon, Arthur Luís Mendonça Rollo, pedindo explicações e mais detalhes sobre os desdobramentos da operação Carne Fraca.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/idec-divulga-lista-de-produtos-alvos-da-operacao-carne-fraca-21228848#ixzz4ej4WEqWe
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