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TABAGISMO EM NÚMEROS

Mortes e problemas ocasionados pelo tabagismo – mundo

População Fumante – Mundo

  • A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes

  • Cerca de dois terços da população fumante do mundo vive em dez países: China (que concentra aproximadamente 30%), Índia (10%), Brasil, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Turquia, Indonésia e Bangladesh

Mortes Cigarro – Mundo

OMS – dados do documento,lançado pela diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Fonte: France Presse

  • Cem milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX

Previsão

  • As mortes relacionadas ao uso do tabaco subirão para mais de um bilhão de mortes no século XXI; Esta previsão significa 10 vezes mais mortes do que se previa no século passado

  • Chegaremos em 2030 somando mais de oito milhões por ano, e 80% desses óbitos acontecerão nos países em desenvolvimento

  • Metade dessas mortes vai atingir indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos)

Tabagismo no mundo

Fonte OMS – Organização Mundial de Saúde

  • O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo

  • É responsável por cinco milhões de mortes ao ano no mundo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia

  • A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes

  • Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam

  • Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar

  • Apenas cinco por cento da população mundial vive em países onde a publicidade e a promoção ao tabaco são totalmente proibidas ( medidas-chaves para reduzir as taxas do tabagismo)

  • Quinze países (onde vive seis por cento da população mundial) exigem que as embalagens de tabaco incluam alertas sobre os perigos de fumar

  • Nove países (que representam cinco por cento da população do planeta) dispõem de serviços exclusivamente destinados ao tratamento da dependência em relação ao tabaco

Tabagismo no Brasil

Fonte Inca - Instituto Nacional de Câncer

  • No início dos anos 90, 35% da população brasileira com mais de 15 anos era fumante

  • Em 2007 o índice de fumantes baixou para 16,4%, (pesquisa - Ministério da Saúde)

  • De cada 100 pacientes que desenvolvem câncer, trinta são fumantes

  • No caso daqueles pacientes com câncer no pulmão, esse índice salta para 90% do total

Mortes e problemas ocasionados pelo tabagismo – Brasil

Fonte Inca - Instituto Nacional de Câncer

  • No Brasil, estima-se que, a cada ano, 200 mil brasileiros morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo

Mortes e problemas ocasionados pelo tabagismo – idade

Fonte Inca - Instituto Nacional de Câncer

  • O tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, no mundo e no Brasil, e isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção do produto, entre eles o baixo custo, a curiosidade pelo produto estimulada pela imitação do comportamento do adulto e a promoção e o marketing de produtos derivados do tabaco

  • Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, faixa em que o indivíduo ainda se encontra na fase de construção de sua personalidade

Malefícios do tabaco

Fonte Organização Mundial da Saúde / Inca – Instituto Nacional de Câncer

  • É o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários regulares. Isto significa que de 1,3 bilhão de fumantes no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro

  • O cigarro é composto por folhas de fumo que contêm mais de 4.500 complexos químicos, muitos dos quais se transformam em outras combinações. Esses complexos incluem arsênico, amônia, sulfito de hidrogênio e cianeto hidrogenado

  • O componente do cigarro mais letal de todos os elementos é o monóxido de carbono, que é idêntico ao gás que sai do escapamento dos automóveis. Este produto toma o lugar do oxigênio, deixando o nosso corpo totalmente intoxicado

  • O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro

  • Uma das substâncias presentes no fumo do tabaco é o alcatrão – de um forte odor, ele se obtém da destilação de certas matérias orgânicas, principalmente de carvão, ossos e de algumas madeiras resinosas. Ele provoca a obstrução dos pulmões e perturbações respiratórias, além da dependência do tabaco e várias doenças associadas ao seu consumo

Fumantes passivos

Fonte Inca – Instituto Nacional de Câncer

  • O tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool

  • Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos

  • Fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de arteriosclerose

Custos, prejuízos e tratamentos

Fonte: Ministério da Saúde

  • O poder público gasta com o tratamento de fumantes duas vezes mais do que arrecada com os impostos do cigarro, sem contar os prejuízos de empresas privadas

  • O tabaco causa prejuízos de mais de 200 bilhões de dólares ao ano no mundo

  • No Egito, o custo anual do tratamento de doenças vinculadas ao tabagismo chega a 545 milhões de dólares e na China a 6,5 bilhões de dólares

Custos dos fumantes para o SUS

Fonte: O Estado de S.Paulo – 17/03/08 colhidos no estudo da economista da Fundação Oswaldo Cruz, Márcia Pinto, em 2005.

  • O cigarro provoca um prejuízo anual para o sistema público de saúde de, pelo menos, R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no País

  • Quase 8% dos gastos do sistema vão para doenças ligadas ao cigarro e são disponibilizados para hospitalizações e terapias quimioterápicas em pacientes de 35 anos ou mais, vítimas de 32 doenças comprovadamente associadas ao tabagismo (alguns tipos de câncer, problemas respiratórios e circulatórios)

  • O estudo revelou que a terapia de um paciente com câncer custa, em média, R$ 29, mil. O tratamento de câncer do esôfago, R$ 33,2 mil, e o de laringe, R$ 37,5 mil. Se todos os casos novos desses três tipos de câncer causados pelo cigarro procurarem o sistema público, o gasto calculado é de R$ 1,12 bilhão. Esse levantamento foi feito através da trajetória de fumantes internados em dois centros de referência para tratamento de câncer e problemas cardíacos: o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Instituto Nacional de Cardiologia (INC)

  • Estima-se que 22,4% da população brasileira fume

  • O preço do cigarro brasileiro é o sexto mais barato do mundo

Ambientes fechados livres de fumo

Proibição do fumo – resultados na Itália

Fonte : Ambiente Brasil
A pesquisa italiana publicada na revista "Circulation", da Associação Americana do Coração, se soma a resultados semelhantes da Irlanda e da Nova Zelândia, que também baniram completamente o fumo dos ambientes públicos.

Na Itália, após a implantação da lei que proibiu o fumo em locais fechados diminuiu o número de infartos na população;

Legislação na Itália

Em Janeiro de 2005, a Itália pôs em prática uma legislação que proibiu completamente o fumo em locais públicos como escritórios, lojas, restaurantes e bares. A lei prevê sanções pesadas contra os fumantes e os donos dos estabelecimentos comerciais flagrados desrespeitando a norma.

Pesquisa

A pesquisa realizada por médicos da cidade de Roma e comparou os números de 2000 a 2004, antes da proibição, com os dados de 2005, um ano após o banimento total do tabaco em locais públicos.

Análise da pesquisa

Os médicos levaram em conta outros fatores que afetam a ocorrência de infartos, pois já sabem que a temperatura ambiente, poluição e surtos de doenças infecciosas aumentam a incidência de problemas coronarianos nas populações.

Resultado da pesquisa

  • O número de infartos foi reduzido em 11% nas pessoas com idade entre 35 e 64 anos;

  • A freqüência do tabagismo caiu 4% nos homens e 0,2% nas mulheres;

  • As vendas de cigarros diminuíram 5,5% na Itália no mesmo período

  • A lei teve efeito nas populações mais jovens, porém o número de infartos nos idosos não sofreu praticamente alteração alguma;

  • O número de mulheres fumantes também não foi significativamente alterado.

  • Um aspecto ambiental importante foi a constatação de que a concentração de partículas finas no ar dos ambientes fechados caiu de 119 ig/m3 para 43 ig/m3, um ano após a efetivação do banimento.

  • Ao aplicarmos os resultados italianos ao número de casos de infarto no Brasil no período de janeiro a novembro de 2007, poderíamos evitar algo como cinco mil novos casos de infarto do miocárdio.

Doenças relacionadas ao tabagismo

  • O fumante é um dependente químico e está sujeito a mais de 2.450 doenças (explica o ministro da Saúde, José Gomes Temporão);

  • O tabagismo é diretamente responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular;

  • Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do tabaco são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.

Aspectos econômicos do tabaco

Fonte: Inca

O tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento;

Segundo estimativas do Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltas ao trabalho e menor rendimento produtivo;

O Banco Mundial calculou que, para colocar em andamento um pacote essencial de intervenções em saúde pública em que o controle do tabagismo esteja incluído, os governos deveriam gastar em média 4 dólares per capita nos países de baixa renda e 7 dólares per capita nos países de renda média.

Nos países ditos de economia ou rendimento intermédio, as receitas fiscais provenientes do tabaco são mais de 4.000 vezes superiores às despesas com a luta antitabaco e nos países de fraco rendimento são mais de 9.000 vezes superiores, revela ainda o estudo;

A maioria dos países recolhe 500 vezes mais dinheiro nos impostos sobre produtos de tabaco a cada ano do que gastam em esforços de controle do tabagismo.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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