Sabe aquela história de que pior que está não pode ficar? Definitivamente, a regra não se aplica ao estrago causado pelas indústrias de tabaco, álcool e ultraprocessados. Como sempre insistimos por aqui, esses setores da economia respondem pela epidemia de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), principal causa de morte em todo o mundo. Mas isso não é tudo: esses mesmos conglomerados estão por trás da degradação do meio ambiente. Ou seja, destroem a saúde dos indivíduos e do planeta. Para enfrentar essa ameaça, a ACT Promoção da Saúde em parceria com Oceana, Gaia, GT 2030, Coalizão Vida sem Plástico, Greenpeace, Break Free From Plastic e Observatório do Clima, convoca a sociedade a participar da campanha Duplo Impacto.

As empresas de álcool, tabaco e ultraprocessados lideram o ranking da poluição plástica. Preste atenção aos números: em três décadas, a produção de salgadinhos de pacote, bebidas de caixinha, biscoitos recheados, salsichas, entre outros, elevou em 245% as emissões de gases de efeito estufa, substâncias que aceleram o aquecimento global. Em apenas uma lata de cerveja, podemos encontrar até 28 mil partículas de microplásticos. A cada ano, o solo e os oceanos de todo o mundo recebem cerca de 4,5 trilhões de bitucas, os filtros de cigarro compostos por plástico e ingredientes tóxicos.

Além da contaminação de rios e mares com o descarte de embalagens e outros tipos de lixo, a fabricação de álcool e ultraprocessados ameaça nossas reservas hídricas. Para encher um litrão de cerveja são necessários 298 litros de água. A mesma quantidade de refrigerante demanda entre 300 e 600 litros de água.

Os derivados de tabaco não comprometem apenas a qualidade do ar respirado por fumantes ativos e passivos. A fumicultura responde por 5% de todo o desmatamento global. Resumindo, a cada 300 cigarros fabricados, uma árvore é derrubada.

Antes de explicar como você pode ajudar a construir um futuro melhor para todo mundo, vale lembrar o efeito nocivo dessas empresas sobre a saúde pública. No site da campanha Duplo Impacto e nas nossas redes sociais, não deixamos ninguém esquecer de alguns dados alarmantes.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e o Ministério da Saúde, os três setores podem estar relacionados a mais de 50 doenças evitáveis. Ultraprocessados causam 57 mil mortes precoces por ano, calcula o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, no planeta, 3 milhões de pessoas perdem a vida por causa do álcool e 8,7 milhões por causa do tabaco.

Como comprovadamente fazem mal à saúde, derivados de tabaco, álcool e refrigerantes foram incluídos no Imposto Seletivo aprovado na Reforma Tributária. Autoridades em saúde pública recomendam essa estratégia como a mais eficiente para desestimular o consumo de itens nocivos. Agora, esse objetivo só vai ser alcançado com a adoção de alíquotas suficientemente altas para deixar os produtos menos atraentes de verdade.

Nesse sentido, na expectativa da regulamentação dos percentuais de aumento, achamos importante mostrar ao Governo e ao Congresso Nacional que a sociedade acredita na construção de um futuro melhor, no qual os responsáveis arquem com os custos do prejuízo que causam à saúde e ao meio ambiente. Entre na página da campanha Duplo Impacto e deixe o seu apoio.